terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

car-na-val




you can't tell me who to be

and I won't tell you who I am

[!]

domingo, 22 de fevereiro de 2009

algodão gelado colorido de baunilha café

hoje acordei com vontade de comer o mundo às colheradas.
deixar que o sol derretesse na garganta
as nuvens como algodão doce
e a brisa como suave gelado de baunilha.

hoje queria ter pintado os paralelos de outra cor
porque a minha alma não estava cinzenta como nos outros dias deste pavimento.
hoje, só porque é hoje,
queria ter abraçado o mar
como quem saboreia um café com o peso do cansaço.

hoje.
porque amanhã
sei que não vai ser assim.


sábado, 21 de fevereiro de 2009

Um fim de semana com Nuno Júdice

AUSÊNCIA

Quero dizer-te uma coisa simples: a tua
ausência dói-me. Refiro-me a essa dor que não
magoa, que se limita à alma; mas que não deixa,
por isso, de deixar alguns sinais - um peso
nos olhos, no olhar da tua imagem, e
um vazio nas mãos, como se as tuas mãos lhes
tivessem roubado o tacto. São estas as formas
do amor, podia dizer-te; e acrescentar que
as coisas simples também podem ser
complicadas, quando nos damos conta da
diferença entre o sonho e a realidade. Porém,
é o sonho que me traz a tua memória; e a
realidade aproxima-me de ti, agora que
os dias correm mais depressa, e as palavras
ficam presas numa refracção de instantes,
quando a tua voz me chama de dentro de
mim - e me faz responder-te uma coisa simples,
como dizer que a tua ausência me dói.


[in Pedro, Lembrando Inês - Nuno Júdice]

poema bêbedo da mulher sóbria













Gosto da sensação de estar bêbeda de ti
e sentir-te percorrer as minhas veias, quente, sem cessar.


O peso do machado cortando o coração aos pedacinhos
pequenos, pequenos
passíveis de serem digeridos -
Não tenho fome.

São horas de acordar e ainda nem me deitei.
Quero sentir o teu toque na minha pele suave,
gritando, áspero, 'leva-me'.
Tenho as flores do teu olhar nos beijos que me deste
naquele luar rasgado da noite de verão
[ lembras-te? ]
somos feitos de pó das nuvens que passam
e lembranças em lápides de cemitério.

Quero-te hoje, porque não te terei amanhã.
Amar-te-ia amanhã porque não te tenho hoje.

Todos somos uma personagem a dada altura da nossa vida.
Hoje que sou adulta, resolvi desprender-me de tudo,
e ser livre
sem o peso das decisões nem a inconstância dos segredos.
Quero comer gelado de madrugada e beber café antes de adormecer,
fumar depois de pintar os lábios e arranhar as costas de um homem comprometido.
Somos feitos de aço com textura de madeira a arder,
pedintes - mendigos,
insatisfeitos,
teatrais.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

desaFIO

Portanto, um desafio! De uma nova compinxa bloguista, a Jo


«Você diz 9 coisas aleatórias a seu respeito, não importando a relevância.Tendo de ter 6 verdades e 3 mentiras. Quem receber o Meme, deverá postar as 3 coisas que acha serem as mentiras do blogueiro que lhe passou o Meme».


Pronto, aqui vão as minhas verdades e mentiras:
- não tenho uma flor preferida
- já parti um braço ao trepar um pessegueiro
- ando sempre com um caderno ou bloco
- já vomitei em plena praça dos leões
- quando era miúda alimentei um elefante
- costumo adormecer com a tv ligada
- uma vez fui num comboio até braga só para andar a pé com os amigos e voltar
- adoro laranjas
- tenho sempre as mãos geladas



As mentirinhas da Joana... bem... eu podia usar o meu infiltrado para responder às perguntas, mas tem mais piada adivinhar :P
- Adoro kiwi
- Mudei de curso no 12º ano
- Fiz um intra-rail com duas amigas

*


desafio a excelentíssima Cathy Oh,
a natalícia Voluptia
o desnaturado Ferdinand,
a querida Teresa
e todos os restantes :)

tcharan...!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

a thousand pictures



não há duas sem três
[obrigado a ele]


singular de mim









I said maybe
you're gonna be the one that saves me


Precisamos de ser salvos.

Sem toque, o corpo deambula, cravejado de amor.
Nada sobrou dos retalhos que deixaste na soleira da minha porta; suguei-os todos, com alma de quem, desalmado, corrompeu a consciência pelos prazeres da efemeridade.
Apedreja-me. Crava as unhas nas minhas costas e proclama-me tua.
Reclama o pedaço de terra a que tens direito, no lado esquerdo do meu peito.
Não quero pensar que já não me queres, agora que finalmente estou aqui.
Mas a minha consciência grita-me que já te foste, porque nem sempre quem espera alcança, nem sempre quem alcança tem de esperar, e nem sempre que quer alcançar espera.

Precisamos de ser salvos.

Este plural de nós, assassinado pelo singular de mim.
Tenho o sentimento (des)feito em puzzle, e já não sei quem sou, sabendo que um dia soube. Sim, nesse dia de madrugada em que me senti pequena, soube o que era ser grande.
Aprendi a caminhar na terra pura, negando a estrada desbravada. E caminhei no sentido errado, orgulhosa da ingenuidade madura.
Agora, estou de pijama a falar para um teclado de computador, com a alma pousada na secretária e as lágrimas num bolso. Sequei.
De tanto bater meu coração parou,
já dizia não sei quem. Agora percebo. Nunca percebi tão claramente o que significava ser livre.
Ter sem possuir, possuir sem ter.
Amor e Sexo.
Pessoa e Corpo.

Visto que já nenhum dos dois sobrevive, deambulo secreta na cidade das memórias.
Preciso de ser salva, neste singular de mim
para depois salvar o plural de nós.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

deixem-me que vos conte...uma história



porque uma vida não se resume - mas será possível criar o resumo de uma vida...?

porque se uma imagem vale mais do que mil palavras, então mil imagens... ui ui...

e apesar de eu saber que não se agradece,

obrigada a todos os que fazem parte destas imagens!


só para dizer

só para dizer que a minha vida dava um filme indiano, mas sem elefantes.

só para dizer que o meu coração está em pedra,
e eu já devia estar à espera, mas ainda tenho esperança.

só para dizer que este mínimo é o meu máximo, que o teu máximo pra mim é um mínimo,
que somos como dois estranhos numa avenida ao anoitecer onde tudo perde as formas
e somos só contornos da realidade.

só para dizer que perdi as palavras, porque ganhei os gestos.
só para dizer que amanhã (hoje), curiosidade de horário laboral, não trabalho à noite e vou poder jantar sozinha.

só para dizer que preferia não ter calendários, porque os dias são maus, as noites são rudes, a alma é efémera e o corpo já nem tem tempo, espaço, cansaço.

só para não dizer 'fica comigo', porque estar sozinha é bom demais.
só para dizer 'boa noite, mariana', imaginando a tua voz nos meus ouvidos - e depois é todo um outro eco, e adormeço sozinha, com um sorriso no rosto.


feliz dia dos namorados,
aos enamorados,
aos desenamorados,
whatever.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

metodologia de estudos do desespero II

[depois do exame, constatando que das duas perguntas possiveis eu escolhi a pior]

.MAR.iana disse:
tipo eu escrevi duas paginas
.MAR.iana disse:
acho q é demasiado pouco lol
Quiet is the new loud. disse:
eu tenho duas páginas e um quarto pra duas perguntas lol
.MAR.iana disse:
eu fiz sobre os formalistas. tou louca, andei a snifar sombra dos olhos
Quiet is the new loud. disse:
pois, formalistas nem o meu porco da india

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

metodologia dos estudos do desespero

[melp= metodologia dos estudos literários - português]
porque ando tão sem inspiração que só consigo escrever aqui conversas de msn.
porque amanhã tenho exame e esta conversa é a que melhor traduz o meu espírito!

.MAR.iana diz:
a minha vida é uma lixeira com ratos, q sabem mais de melp do q eu
Quiet is the new loud. diz:
ahaha
Quiet is the new loud. diz:
bem visto, minha cara mariana
.MAR.iana diz :
e acredita q para admitir que sou menos inteligente do q um rato...é pq a coisa esta má
Quiet is the new loud. diz:
e pro meu lado, mariana? os ratos riem-se da minha figura
Quiet is the new loud. diz:
o meu porco da india está de oculos a citar todorov.

*

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

a tua capacidade de me fazer sorrir é fabulosa

hell no reason, go on and scream* diz (21:43):
olha olha os the killers vêm a lisboa NO DIA DOS MEUS ANOS!
@filipe. diz (21:43):
Ainda falta Mariana
hell no reason, go on and scream* diz (21:46):
mas ja quase nao ha bilhetes LOL
hell no reason, go on and scream* diz (21:46):
acho q vou :D
@filipe. diz (21:46):
VAAAAAAAAAAAAAAAAI VAAAAAAAAAAAAAAI !
@filipe. diz (21:46):
TU NAO FESTEJES COMIGO , VAAAAAAAAAAAAAAAAAI !
@filipe. diz (21:46):
VAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAI !
@filipe. diz (21:48):
E não me mandes videos do concerto como no David Fonseca qe eu atiro o telemovel à sanita -.-'


<3



keep chasing pavements

should I give up
or should I just keep
chasing pavements?!
*

Cada dia uma vítória.
Um suspiro. Um novo horizonte.
Acordamos com a (in)certeza de prosseguir.
Porque tudo vem depois, e tudo acontece no amanhã.
Porque o beijo agora é amor depois.
O grito anteontem foi choro ontem.
O projecto de outrora foi desilusão um dia.

Repercursões.
Reciprocidade.
Reflexos.

Damos e recebemos. Ou não.
Desistir? Não faz parte do vocabulário.
Aliás, é um verbo que nunca deveria ter sido inventado.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

que DIA!

re-escrevendo o desafio que aceitei por sugestão da Cathy Oh


eu JÁ comprei o traje.

eu JÁ fiz o piercing que queria fazer.


e ainda houve tempo para comer rissóis, ir aos saldos, tirar fotos e encontrar pessoas.

*


domingo, 1 de fevereiro de 2009

manteiga voadora (são duas da manhã, perdoem-me)

Borboletas.
tudo é esvoaçar as asas
num rodopio
de nao saber onde se está
e de querer ir para todo o sítio
que não aqui.



desafios *

Desafiada pela Cathy Oh e pelo Ferdinand
1.Colocar uma foto minha.
2.Escolher um artista ou banda favorita.
3.Responder às questões ,que se seguem, utilizando títulos de canções do tal artista ou banda escolhida.
4.Passar o desafio a 4 pessoas.
1- Foto:



Jason Mraz
És homem ou mulher: I'm yours
Descreve-te: A beautiful mess

O que é que as outras pessoas pensam a teu respeito?: Only Human

Como descreves a tua última relação?: If it kills me

Descreve o estado actual da tua relação: Lucky

Onde gostarias de estar neste momento?: Sleep all day

O que pensas a respeito do amor?: You and I both

Como é a tua vida?: Butterfly

O que pedirias se apenas tivesses um desejo?: Live high

Escreve uma frase sábia: Make it mine

Pois bem, eu devia ter escolhido quatro pessoas, mas como quem eu eventualmente escolheria, também já respondeu, limito-me a deixar em aberto para quem quiser fazer também :)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

beija a mim, botão

fui ao cinema!
tenho ido muitas vezes ultimamente, culpa das promoções dos cartões que nos dão para as mãos quando começamos a ter vida própria :P
'muitas vezes' para mim significa em média duas vezes por mês - para quem ia meia duzia de vezes no ano já é bem bom! e o que foste tu ver ao cinema? interrogam-se vocês.
pois bem, fui ver 'the curious case of Benjamin Button',
um filme que fala de tudo, incluindo dos próprios buttons.




são três horas de intensa história.
dois excelentes actores.
a banda sonora também não é nada má.
e damos por nós a desejar contrariar a máxima de vida que é 'rejuvenescer para ter mais tempo para aproveitar'. o Benjamim vem provar o contrário: ele rejuvenesce com dor, porque todos os que ama envelhecem. vai perdendo todos, enquanto se perde a si próprio, pois não há lugar no mundo pra quem retrocede.
no fundo todos fomos feitos para caminhar em frente.
a man like any of us, unable to stop time.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

porque aceitei a sugestão lunar :)

Eu já me apaixonei pela pessoa errada.
Eu já me apaixonei pela pessoa certa.
Eu já odiei alguém.
Eu ja tolerei muita gente.
Eu já dei um murro na cara de um rapaz.
Eu já conversei durante horas, sem perder o assunto.
Eu já fiquei em silêncio durante horas, por não ter assunto.
Eu já perdi amigos.
Eu já conheci pessoas fenomenais.
Eu já tive conversas que me mudaram.
Eu já tive conversas parvas.
Eu já passei a noite na praia.
Eu já passei uma noite à chuva.
Eu já andei às voltas de carro, durante a noite.
Eu já fiz 'directas'.
Eu já concretizei o trabalho de um ano lectivo numa só noite e tive 19.
Eu já dormi mais de 12 horas seguidas.
Eu já desmaiei três vezes no mesmo dia.
Eu já fiz um piercing.
Eu já tive o cabelo liso.
Eu já fiz pic-nics num castelo.
Eu já rebolei numa passadeira.
Eu já fumei.
Eu já apanhei uma grande bebedeira.
Eu já curei bebedeiras a amigos.
Eu já fiquei maravilhada com as voltas que a vida dá.
Eu já reprovei a matemática.
Eu já estou na faculdade.
Eu já trabalho.
Eu ja recebi uma rosa (vermelha).
Eu já dei uma rosa (azul).
Eu já pareço ter mais do que dezoito anos (infelizmente).
Eu já apanhei comboios sem pensar no destino, porque me apetecia passear.
Eu já me perdi nas ruas do Porto.
Eu já sou caloira.
Eu já tenho padrinho.
Eu já entrei em fontes.
Eu já perdi a voz.
Eu já chorei à frente de dezenas de pessoas.
Eu já disse 'amo-te'.
Eu já li o mesmo livro três vezes.
Eu já vi o meu filme favorito duas vezes (seguidas).
Eu já dancei danças de salão.
Eu já fiz de joaninha e de porca em peças de teatro.
Eu já fui a Londres e a Roma.
Eu já tive momentos de fraqueza.
Eu já tive momentos de muita felicidade.


Eu ainda não conduzo.
Eu ainda não sei o que quero fazer da vida.
Eu ainda não comprei o traje.
Eu ainda não sei se vou continuar a trabalhar.
Eu ainda não fiz o piercing que queria fazer.
Eu ainda não estudei (este ano).
Eu ainda não li os livros que queria.
Eu ainda não vi os filmes que queria.
Eu ainda não beijei quem queria.
Eu ainda não encerrei certos capítulos da minha vida.
Eu ainda não escrevi o meu romance.
Eu ainda não publiquei um livro.
Eu ainda sei quem sou.


Eu nunca fugi de casa.
Eu nunca comi sushi.
Eu nunca desliguei o telefone na cara de alguém.
Eu nunca gostei do cheiro a laranja.
Eu nunca amei ninguém.
Eu nunca fui amada.
Eu nunca fui boa a desporto.
Eu nunca soube cantar.
Eu nunca neguei uma segunda oportunidade.
Eu nunca desisti à primeira.
Eu nunca soube aproveitar certas coisas como devia.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

mas porque é que eu sou assim...?

Apesar de eu saber à priori que não ia fazer o exame,
entrei na sala (para entregar o trabalho),
olhei para ele,
sentei-me
e aproveitei a folha de rascunho para escrever umas coisas.

[há que tirar partido de todas as situações.]


A mente rodopia, numa miscelânea de sentidos.
Sempre os mesmos verbos (versos?), sempre o mesmo amor (verso?), sempre as mesmas dúvidas (versos?), sempre a mesma inconstância (verso?), sempre o mesmo caminhar sob as palavras como palco de cristal para actuações sem agenda nem vontade ou inspiração.
Verso? Mas o que é afinal a Poesia senão tropeçar nas emoções? É verbo, amor, certeza constante?
Sangue bramado pelo branco, pureza que anseia ser corrompida pelos que nada sabem muito sabendo. Soubesse eu de mim e seriam outros verbos (versos), outro amor (verso), outras dúvidas (versos), outra inconstância (verso), outro caminhar rumo ao reflexo do que não foi e será (verso).
Soubesse eu de mim e esta folha estaria ainda branca. Que é de mim, abandonada ao frio na soleira de uma porta? Entrada para onde, porquê, com quem? Não sei que faça, se nada sei fazer. Mas a caneta não pára, porque nada nunca pára.
Talvez tudo escreva quando julgo que ninguém lê. Talvez a alma precise desses truques para se sentir livre. Talvez tudo seja de facto só m,ais um (outro) verso.
Parei.
No silêncio da sala estende-se um eco que não sei se está realmente lá (aqui). Não pertenço aqui (lá). Pela primeira vez em muito tempo sei onde não estar e ainda que aqui esteja, sinto-me invadida de sabedoria e repleta de serenidade.
Frio? Não.Não faz frio porque já entrei (para onde, porquê, com quem?) e apenas fará frio novamente quando me aperceber de que a entrada nada mais é do que uma outra saída. Aí vou tropeçar, e escrever mais um verso. Talvez mais nu, maior, melhor. Talvez mais repleto de conceitos e regras e ritmo, menor, pior. Talvez deixe de escrever, quando deixar de compreender o que o papel me diz. Talvez deixe de escrever quando deixar de ouvir a caneta chamar. Talvez. Sempre as mesmas dúvidas (versos?).
Sem agenda, sem vontade, sem inspiração. Sou estrangeira do país de mim, imigrante ilegal não falante do português.
O país está velho, abandonado.
Há que ter pulso para erguer ruínas.
Há que ter versos para dar a vida.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

it's Bublé time



porque hoje estou bem disposta e me apeteceu
1. ouvir boa música e saborear bom café sem sair da cadeira
2. recordar o Starbucks e, consequentemente, a minha primeira viagem
3. sorrir aparvalhada a olhar para o ecrã do pc, pois é o que sempre faço quando há michael bublé envolvido


'n'joy!
it's YOU time

:D

espírito natalício

passou um mês
e vivo (morro) de saudade

domingo, 18 de janeiro de 2009

há um ano atrás



[...]

são momentos, são impulsos, são paixões...
cartas, quadros, fotos, flores ou canções...
de luares, mil sóis e dias por haver!
e é tudo sempre o mesmo, tão diferente
que sinto, quero, ouço e prendo tanta gente
e no fim só tu me tens sem eu te ter.


escrito ha sensivelmente um ano atrás...
quando conclui que
'a vida não tem encanto, tem projectos, planos, sortes, azares e coincidências'





*

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

o que tiver de ser será

' a sede evaporou-se como se fosse a própria água'
somos feitos de surpresas.


e por isso mesmo abri um livro ao acaso, mas era um policial e voltei a fechá-lo.
abri um segundo e era o Inferno, de Dante.
'Sempre que de mentira a verdade tenha aspecto, deve o homem até poder cerrar os lábios, para que, sem culpa ter, não haja de que se envergonhar.'
*

domingo, 11 de janeiro de 2009

(...)



ALBUM/XII

[...]

Bem. Agora devia sofrer
cuspir nos espelhos
dos remorsos.
E esbofetear o céu
com gritos de mãos de ossos.

Mas não. Sorrio.
Todos nascemos nus
- condição dos mortos
despidos pelo frio.


José Gomes Ferreira
[Porto, 1900-1985]


quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

num dia frio, uma manta e um dvd

o melhor filme. Crash
uma das melhores músicas. In the Deep, Bird York



Thought you had all the answers
to rest your heart upon.
But something happens,
don't see it coming,
now you can't stop yourself.
Now you're out there swimming...
In the deep.

Life keeps tumbling your heart in circles
till you... Let go.
Till you shed your pride,
and you climb to heaven,
and you throw yourself off.

Now you're out there spinning...
In the deep.

30.10.08 / bar (bar)ulhento da flup



lamentos de memórias
lágrimas de vidas passadas
voltam para mim
e sem saber
eu choro.
não sou triste mas tristemente choro
não sou feliz mas felizmente choro
sou humana
e (completamente) sinto
ao rubro
o cair da chuva
neste segundo, fracção de tempo
momento consagrado
em que o bater das horas
envolve o meu passo acelerado
e em que tudo se pensa
tudo se sente
tudo é fado.




*Braga

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

a um artista




'You can grow flowers

from where dirt used to be.'


>kate nash 'merry happy'


recordar é sobreviver




'e enquanto esperava no fundo da rua

pensava em ti

e em que sorte era a tua

quero-te tanto'


verão.
dias loucos.
mudança.
viagens nocturnas, meninos-miúdos.
duas meninas miúdas a cantar a altos berros.

foram noites.

'a vida vai torta, jamais se endireita'
porque é tão bom recordar

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

e ela chamava-se mariana











'esta menina, por onde passa deixa uma marca'
dias assim.


tempo para estar sozinha,
arrumando a cabeça para aprender a estar com os outros.




e assim começa 2009.
virando as costas a 2008*

sábado, 3 de janeiro de 2009

we are family


a primeira foto de 2009 :')



WE ARE FAMILY...


I'VE GOT ALL MY SISTERS AND ME
[menos o Fábio que é 'brother' =P]


*

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

inicio de um outro inicio

o primeiro abraço.
a primeira mensagem.
o primeiro brinde.
o primeiro escandalo.
a primeira gargalhada.
o primeiro adoro-te.
o primeiro telefonema.
o primeiro amo-te.

a primeira noite

de 2009.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

porque a vodafone tirou as mensagens hoje e então é ano novo mais cedo

Eu sei que isto não são horas, mas apetecia-me escrever..
.
Deixar bem claro que espero aguentar-me em 2009.
Espero... Que não me dê o tilte, que não me vá abaixo. Que consiga fazer tudo, tipo natação sincronizada. Que me aguente das canetas. Que não deixe os estudos em atraso. Que me renovem contrato. Que me tracem uma capa. Que tenha tempo para um almoço, um lanche, um café, uma bebedeira. Que dê gargalhadas e chore no ombro dos mais queridos. Que o meu hamster não morra pela minha negligencia (é deprimente, mas pode acontecer!). Que telefonem so para dizer olá. Que vá ao cinema ver lixo e depois reconheça que estava melhor em casa. Que durma mais horas. Que ame mais. Que ame menos. Que me lembre de todos. Que se lembrem de mim. Que dê um beijo de boa noite aos meus pais, como fazia sempre e como agora (des)aprendi de fazer. Que escreva o romance que adio ha cinco anos. Que não escreva romance nenhum e o adie por mais um ano. Que digam que me amam. Que me chamem Marina ou se riam por Mariana Mota ser parecido com Marina Mota. Que me lembrem o quão bom é viver, sempre que eu me esqueça. E, acima de tudo, que tenham sempre a paciência para me ouvir, para me ler, para mim.
Porque sem vocês não sou nada.
Porque cada um de vocês é especial e eu sou especial por vossa causa.
Que venha mais e mais, e menos de tudo aquilo que não se deseja.
Que chegue 2010.

Sim, eu sei... Eu sei que isto não são horas...

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

publicidade enganosa

[conversa sobre o NATAL em família]

'm ariana diz :
ai nem sabeeeeeeees
'm ariana diz :
ofereceram-nos uma NESPRESSO!!!
'm ariana diz :
mas n tem george cloney
B* diz :
nao tem george cloney???
'm ariana diz :
naaaaaaaaao
B* diz :
nao se faz!!
'm ariana diz :
odeio publicidade enganosa!
B* diz :
uma pessoa aqui a espera
B *diz :
nao saía de tua casa!!!
'm ariana diz :
ate começavas a gostar de café !



Continuação de Boas Festas !
=)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Do they know it's Xmas time, at all?

Porra.
É Natal.
Após meses a dizer 'o tempo passa tão rápido, qualquer dia é natal', finalmente esse paspalho lá apareceu. E eu que este ano nem fiz o pinheiro e quando entrei na sala e olhei para ele só pensei 'mãezinha, tens o dom de tornar o pinheiro de natal numa coisa feia' m, nem tampouco mandei votos de bom natal e nenhuma alma viva, e só comprei prendas porque dá muito mau aspecto trabalhar e ser sovina... lNão me levem a mal, eu até gosto dos doces e das músicas e das prendas e do calor humano, mas isto de trabalhar no comércio (e agora assim de repente parecia que eu tinha setenta anos e vendia bolo rei no bolhão) faz com que ganhemos um ódio característico ao Natal.
São as pessoas que não entendem que as filas aborrecem mais aos trabalhadores do que aos clientes, são aqueles que não sabem o que quer dizer 'embrulhar', os que não têm bem a certeza do que vão oferecer e os que nem sabem se o artigo é para oferecer ou não.
Eu lamento, mas depois de ter começado a trabalhar, deixei de acreditar em crise. E depois de um Natal numa loja como aquela em que eu trabalho, deixei de acreditar na paz e no amor e passei a acreditar no consumismo.
E ainda não consigo parar de rir com a imagem na minha cabeça de uma senhora que me perguntava 'oh menina isto fecha a que horas mesmo?' à meia noite e vinte. E eu com um sorriso no rosto respondi 'supostamente à meia noite'. E a senhora muito fofa lá disse 'deixe lá, sempre ganha um bocadinho mais hoje'.
Só por ser Natal eu perdoei, mas há quem não tenha mesmo noção.
Ah, e a vodafone ainda decidiu tirar as mensagens. Como se não fosse maus suficiente receber milhentas mensagens em cadeia, ainda tivemos de as receber dois dias antes, todas encavalitadas, antes que as mensagens acabassem.
Brincadeirinha. Como vêm, eu adoro o Natal. Só não gosto muito é das pessoas e da confusão e do dinheiro que se gasta e do espírito falsificado e das criancinhas eléctricas e dos filmes repetitivos (eu acho que com cinco anos já sabia o Música no Coração de cor) e das músicas irritantes...!
Pronto vá lá.. Só porque amanhã acordo antes das 10h para ir trocar uma lembrancinha de Natal com as minhas amigas de sete anos... só por isso... acho que... argh... hum... continuo a odiar o Natal. Mas amanhã passa-me esse efeito, porque estou de folga !


Feliz Nataaaaaaaaaaaaaaal
=)

domingo, 21 de dezembro de 2008

all I want for Christmas is you

Senhoras e Senhores,
Shot Hope.


Porque tenho os melhores amigos do mundo.

Porque é Natal.

Porque o meu mundo ruiu e é altura de o reconstruir.

E porque como diz a música
«there's HOPE for the hopeless.»


*

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

realmente, há aulas produtivas



ocupas-me as folhas do bloco
aquele antigo, aquele,

das páginas célebres
com as tuas linhas intensas.

o não querer admitir
confortou-me durante tempos
mas depressa o que era teu
a ti regressou.
o bloco vazio de folhas
e os meus
teus!
poemas largados a teus pés...

lês
mas não sabes perceber
porque as folhas continuam brancas
e só o sentimento impresso,
e o teu bloco vazio, liso, imberbe, puro
de mim.


hoje é dia de descansar o coração

what can I say to convince you
to change your mind of me?
(...)
look in my eyes, what do you see?
not just the color
look inside of me.

[Gavin Degraw, (I'm gonna love you)more than anyone]
*

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

mau rimar mal



não digo que tragas um deus dentro de ti
mas trazes pelo menos um demónio
e ele sorri.

corrompendo cada ponto
da constelação da minh'alma,
unindo cada estrela
com a caneta que descreve a minha calma,
cada traço demarcando as linhas de mim...
quando desvendares o objecto,
saberás ver-me por fim?

trago a paixão no bolso e o coração nas mãos
e entrego-to para que o aqueças...
está frio lá fora e os dias são vãos

e és tão mais do que o menos por mim conhecido
desvanece-se a constelação
ao ter-te apenas (apenas?) como amigo.

domingo, 14 de dezembro de 2008

musicaholic

hoje
senti que o Natal esta mesmo para chegar!

ja senti isto a semana passada
[ando a sentir muita coisa ultimamente]
mas só agora é que me apeteceu por a música aqui
porque a cantarolei toda a noite no emprego :P


''as long as you love me so
let it snow
let it snow
let is snoooooooooooooow''

*

[um Bublé no sapatinho é que sabia pela vida!]

sábado, 13 de dezembro de 2008

caloira


faltam 139 dias.
passaram 82.


temos sempre a sensação de que ficou tanto por fazer, por dizer...
falta mais tempo do que o que já passou, mas é sempre menos.
DP
SP
*

à nossa


só porque AMO esta foto

porque ontem foi dia de AHAHAH

e porque as férias estão aí

à nossa!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

desafio 'literário'

Tomei hoje conhecimento de um desafio! Trata-se do seguinte:
1. Agarrar o livro mais próximo
2. Abrir na página 161
3. Procurar a 5ª frase completa
4. Colocar a frase no blog
5. Não escolher a melhor frase, nem o melhor livro!!! Utilizar mesmo o livro que estiver mais próximo
O passo nº 6 seria passar a 5 pessoas, mas prefiro deixar em aberto a todos vocês :)



Estiquei a mão para a estante ao lado da secretária e encontrei o Amor de Perdição.
Página 161, 5ª frase completa, nesta edição é:

' - Se o senhor morrer, eu saberei morrer também. '

E a personagem que a diz é realmente a Mariana,
falando com Simão.

porque não há coincidências

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

razão

Se soubesses o poder de um sorriso teu,
julgar-me-ias louca.

Força para atravessar paredes
sem perder densidade de alma,
sem vagabundear - fantasma.

Força para alcançar o céu
sem sentir o peso de asas falsas,
sem temer a queda de quem não sabe voar - anjo.

Força para amar,
sem...!
sem...!


Se soubesses o poder da alegria que me entregas,
serias feliz so por isso mesmo,
tão pouco que é tanto.

Tudo se inicia e encerra em ti,
começo e fim de um Eu eterno...
num sorriso teu.


[escrever poemas no metro, no teclado do telemovel, é que está a dar]


segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

when you can live forever, what do you live for?

TWILIGHT
(Crepúsculo)











Não li o livro, que dizem ser mil vezes melhor,
mas vi este filme.






Saí do cinema a acreditar no amor.

certeza de não saber, sabendo


Respiro.
Perdi a noção de existir
nestes remotos segundos em que o teu olhar
tão pausado, tão doce,
descansou no meu
aconchegando-me a alma.

Foste meu.
E bem melhor do que isso
deixaste que fosse tua,
neste baile de não-possessão
e da sempre-entrega,

rodopiar de emoções
sem norte
nem sul
nem tampouco mapa ou bussula
ou sentido de orientação.

FOMOS
e no entanto não o sabemos
porque o tempo voou e nós ficamos aqui.

Escrevo, prevendo a realidade que desconheço
com esta mania de ter certezas
sem provas
e de viver
sem saber se estou viva.

sábado, 6 de dezembro de 2008

cavaleiro andante [que falta de originalidade]

A realidade não precisa de mim. *
*Alberto Caeiro*

Cravejei o teu nome nas raízes do vento
e na noite clara senti-te voltar.
Vinhas sombrio, cavaleiro,
penetrante.
A armadura, protegendo o coração;
a espada, atiçada para matar quem te matara;
no elmo meticulosamente colocado
apenas vivia o olhar negro
de quem já perdeu a cor na alma.

Sem sono,
com cansaço,

contorci o corpo em doze voltas,
tantas quantas badaladas deu o relógio
e o feitiço não quebrou.

Semeei a revolta de quem dá sem receber
e entregaram-me a alma em pedaços
para que eu parasse de reclamar
que nunca nada me era devolvido.

Na noite
galopava o sentimento.
Ouvia-o partir
mal te sentia chegar, cavaleiro.



quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

porque hoje estou de folga


'Eu sou uma Dama!'
Madagáscar II

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

:)

as
PESSOAS
mais
importantes
são
as
que
nos
percebem
.


terça-feira, 25 de novembro de 2008

[in]certeza

posso
Berrar contigo
Dizer-te tudo
Odiar-te
Bater-te
Castigar-te
pelos males que eu tenho vindo a cometer?

Se disseres que sim
terei a certeza
de que nao é amor
o que sinto por ti.

da fidelidade e da poligamia

- eu tenho muitos corações!
- eu tenho um grande.




[numa noite de agosto. conversas produtivas.]

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

escreve. e depois diz que foi por minha causa que escreveste

corro para ti
parado, ao fundo, à espera, à deriva
não estás.

todas as portas se fecham
à minha passagem
e o tempo demora-se
como verniz vermelho nas unhas,
os lamentos arrastam-se
com a lentidão do caminho para casa
e as certezas desfazem-se
como grãos de areia escapando pelos dedos.

corro, mas não estás.
e no frio da cidade, escrevo
e na solidão da noite, choro.

percorro as ruínas de mim
para escutar o eco da tua voz
que um dia juraste ser a minha.

um papel esvoaça.
largaste no vento os versos que te fiz.
é o problema do sentimento.
é o problema de nos sentirmos
ímpares.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Porque hoje faço 18 anos e 4 meses

A idade não pesa, porque não tem peso.
Não pode ser leve, pois faria de nós pesados.

A sua intensidade cresce
(em cada um)
consoante o que outras
(idades)
oferecem.

Uma flor não sobrevive sozinha.
Porque amas?
(Tu, só tu).

Um grito rendido esvoaça nas ondas,
chorei o Atlântico para te mostrar a raiva
com que me deixaste!
(mentira: seca, estou seca).

Levo a mão ao peito,
fugiu-se o calor que havias plantado,
nada sobrou,
sobrou nada.

Lamento tanto,
com a consciência de quem sabe que nada se lamenta
e que os lamentos de nada valem,
sem forças,
tombada frente ao oceano,
(verdade: seca, estou seca).

Porquê?
A idade.
Que não pesa nem é leve,
mas que nos leva e nos pesa.

Murchei.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

é de noite - e escrevo



É de noite e escrevo
como se a febre de mim
se resolvesse com palavras.

(insisto em trocar os nomes às coisas)
a solução é o problema!
se o silêncio é tão mais fácil
mas também condena...

Qual o pior castigo?
Sentir-te longe
ou não te sentir?

Não me cortes as asas
deste sonho bom
porque é de noite,
escrevo
e estás aqui.

(insisto em trazer as pessoas comigo)
a certeza é o incerto!
se a ausência é tão mais fácil
mas também magoa...

Pouso os problemas na almofada.
O que fazer com eles? Adormecê-los.
O amanhã não traz soluções
mas traz horas de sono.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Não sei.
Alguém sabe mas não diz.
É dia de sussurros.
As horas batem compassada e silenciosamente;
sinto-te perto, ritmado.

Já foste meu, curioso.
Já fui tua, curiosa.
Fomos, sem sermos;
demos, sem darmos;
tiramos, tirando.

Nao sei.
Alguém sabe mas nao diz - e as horas escorrem pelo vidro, chovendo.

O teu reflexo entra em cena,
contranstando com o meu, sossegado.

Sim, sempre fui assim.
Não, nunca fui assim.
Mudei sem me aperceber;
a amargura entranhada na pele,
enregelando os ossos,
tomando conta do que era terreno alheio.
Hoje, sou propriedade do infortúnio.
(Talvez se a felicidade tivesse chegado primeiro...!).

As linhas do rosto, distorcidas,
já não contam história alguma.
Perderam-se as memórias,
perdeu-se a saudade e o sentimento,
perdeu-se o ego.

Sobrevive apenas a lágrima,
a um canto,
ritmada pelas horas que escorrem pelo vidro, chovendo.

Chovo em mim.
Não sei.
Alguém sabe mas não diz.
(Nunca diz).
Agradeço a mão que me levanta do chão.
(Eu sabia que tinha de me ter levantado sozinha...!)

Tombo novamente.
Sim, sempre fui assim.
Nao, nunca fui assim.
Não sei.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

<3

Sim amor,
o tempo já se foi...

e ficamos só NÓS
no descampado das vivências

a contar estrelas num céu
nubladamente certo...
à espera de cometas
que tragam os minutos
de volta.

sábado, 8 de novembro de 2008

espero do tempo novo todos os milagres, menos tu.

[herberto hélder]

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

I live everyday
like there'll never be a last one
'till they're gone - and they're GONE.


[my song, Brandi Carlile]

papel & caneta & banheira

Olhamos para os pés porque nos indicam o caminho.
Negros,
tão negros quanto a incerteza
do que agora absorvemos.
Sentados,
presentes,
estamos aqui.

Cada presença nos torna mais fortes,
porque nos ausenta.
Cada ausência nos torna mais fracos,
porque nos torna presentes.
Onde estar, como estar - ninguém ensina.
O Negro guia-nos e embrenhamos na noite,
na esperança de que o dia nasça.

A única certeza que agora trago
apertada contra o peito
é a de que falo no plural
nós
nós
nós
nós
...

E por isso,
por estarmos aqui (nós),
mais uma peça do puzzle se anuncia.

Embrenhamos na noite
na esperança de que nasça o dia...
mas é sempre noite
quando o Negro guia.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

...


A doçura de saber que ninguém entende
é o que me faz acordar todas as manhãs.
Perpetuo esta certeza da diferença
e vou seguindo a linha,
convencida de que a direcção oposta é a melhor.

A meio do caminho
percebo que outros me acompanham.
Saber que não sei o que sei
torna-se engraçado, doloroso.
Arrasto os fantasmas do ontem
e bailo com os monstros do amanhã.

Que fiz eu do punhado de sonhos que trazia no bolso?
Dei-os aos mendigos que me acompanhavam,
convencida de que a estrada era (só) minha
e de que os outros andavam perdidos.
(Mania de pensar que sabemos quem somos,
reis do nada,
mendigos do tudo).

A doçura de saber que ninguém entende
(nem eu, meus caros, nem eu)
é o que me faz acordar todas as manhãs.

domingo, 2 de novembro de 2008

a escrever a estas horas? damn (II)

Amor
o que fazer quando as horas morrerem
e estiveres longe (muito muito longe)?
o que fazer quando os minutos (se) paralisarem
e estiveres longe (muito muito longe) ?
o que fazer quando os segundos desmaiarem
e estiveres longe (muito muito longe) ?

Amor
o que fazer quando ja nao houver Amor
e estiveres perto (muito muito perto) ?

a escrever a estas horas? damn

É tão bom esperar por ti
naquelas manhãs em que o frio enregela a alma
as noticias se espalham nos vidros dos carros, em forma de vapor,
o quente dos corações esvoaça nas palavras,
(as palavras, meu amor, o silêncio!)
e eu sei que vais chegar atrasado - novamente.

Mas é então que chegas, a tempo!
chegas a tempo
porque deixamos de ter tempo para chegar.

Sabemos que o tempo está gasto
quando naquelas manhãs
(ou serão noites, meu amor? (espaços de tempo))
bebemos a vida às goladas
no café de sempre
onde raramente tomamos café
(acho mesmo que nunca lá entramos...)

ficamos a ver a vida acontecer da montra
e a rir de nós
porque jamais nos endireitaremos
e continuamos a rabiscar a linha
tão deturpada
tão torta
tão invisivel...

e rapidamente (existe velocidade na ausência de tempo?)
num olhar sintetizas e eternizas
'amo-te'

sábado, 1 de novembro de 2008

daqui a seis meses


titia de gémeos (isto ja sabia)
menino e menina (isto sim é novidade)


mais dois pequerruchos para me lembrar que estou velhaaaaa!

como se já não bastasse o meu pequerrucho primogénito para me mostrar que o tempo passa tão depressa...

:)
Se podes
olhar, vê.
Se podes ver,
REPARA.

in Ensaio Sobre a Cegueira
José Saramago



[mortinha por ver este filme]