quinta-feira, 18 de março de 2010

make you feel my love

Apetece-me rasgar a poesia da cidade, hoje. Agarrar-te pelo braço e mostrar-te que este corpo de porcelana não quebra, por mais que o percorras, endoidecido. Trocar os dias pelas noites e beber das horas a calmaria doente dos imortais.
Apetece-me rasgar a melodia da chuva, hoje. Beijar-te os poros corrompidos e jurar-te que nada é mais do que isto, tão puro como a gota de chuva que chora na minha face. Não sei. Gostava de saber dizer-te o amanhã com as mesmas certezas com que te conto o ontem, mas já nem o hoje é certo para quem o vive.
Apetece-me rasgar as luzes dos carros, esculpir outras nuvens, outros passeios. Alterar o céu e terra e conjugar um novo limbo. Limbo.
Apetece-me ter-te hoje porque sei que não te terei. Porque o mundo está de olhos abertos e está demasiado silêncio nesta sala. Porque sou tu e tu és eu, e nunca somos nós. Porque não sei como te dar a mão nesta encruzilhada, porque não sei onde te procurar, se te perder.
Apetece-me desenhar-te, diferente, mais meu. Entregar-te a poesia nas veias, de bandeja, para não teres de suar até que ela seja tua. Apetece-me dar-te tudo. E depois... depois fugir.

quinta-feira, 11 de março de 2010


pé ante pé

no escuro

tal e qual pantera

no florescer caótico da primavera

corre no vento a noite

em que serei tua...

esculpes nas estrelas

o meu corpo, toda nua

bebendo das noites

um calor sem fim

trago no regaço o melhor de mim

e devolvo aos rios

o segredo sussurrante

do caminho do teu corpo

onde me envolvo, errante

e bebo a verdade

dos teus lábios fugidios.


*
[8.03.2010]

quarta-feira, 10 de março de 2010

onze meses

Menti-te.
Quando enrolei as minhas pernas à volta das tuas, menti-te.
Não fiz juras infundadas, mas um bom mentiroso nunca tem sequer de falar. Prendi as minhas pernas às tuas, puxei-te num abraço, e quando dei por mim, entre suspiros, já eramos um do outro e havia um futuro prometido.
Nunca fui boa a fazer contas de cabeça, mas um futuro é de certeza muito tempo. Menti-te.
Só queria um presente, um instante repetido, um momento congelado que pudesse reviver incessantemente de formas variáveis.
Quiseste abraçar-me para sempre e eu não deixei.
Uma noite, quieto, vieste sorrateiro dizer-me ao ouvido que me querias guardar no bolso. Sempre me assustei com pessoas que guardam coisas nos bolsos, como aqueles homens de casacos pesados, com a vida atracada. Eu. Nos bolsos. Nos teus bolsos. Atracada. Sempre achei que os bolsos só serviam para aquecer as mãos... ou guardar coisas por breves momentos, nunca com o seu quê de eternidade.
Quiseste dar-me a conhecer a eternidade e eu não quis; não estava preparada para um final feliz, porque nunca tinha tido um início.
Só queria deitar-me contigo numa passadeira, a sentir o cheiro da cidade e a pulsar com o barulho da autoestrada. Devia ter percebido logo que não eras homem de autoestradas. Querias-me para sempre e eu menti-te.
Trocaste-me o nome, uma noite. Bem sei que foram breves segundos de engano, e que a meia hora seguinte foi passada a ouvir pedidos de desculpa e lamentos teus, mas segundos de engano são suficientes para uma vida de certezas. Trocaste-me o nome, mas foste sincero; ao contrário de mim, víbora, crápula. Nunca conheci mulher tão vítima e culpada como eu. Menti-te.
Nessa noite virei costas e adormeci sem entrançar as minhas pernas nas tuas. Eram só mais umas pernas, era só mais uma cama... Ficamos momentos em silêncio depois de me teres chamado o nome da outra vagabunda que te partiu o coração, e pensei se isso não seria um prenuncio de que eu também to partiria. Tinhas-te enganado por questões de logistica, mas para mim era o fim do mundo, do nosso.
Quiseste abraçar-me para sempre, mas aquela noite foi a última.
Na manhã seguinte deixaste-me na faculdade, foste trabalhar. Menti-te uma última vez quando disse que ia tentar. Não tentei sequer tentar.
Risquei-te da minha vida como os senhores dos cafés fazem aos gelados esgotados nos cartazes, e não hesitei em rotular-me novamente como solteira.
Foda-se, é tão mais fácil ser infeliz.

segunda-feira, 8 de março de 2010

arroz

Não sei o que se passa.
Só sei que não consigo mais, não consigo. Morreu a parte que te amava, morreu.
Desprendeu-se do tempo e ficou a vaguear, meses a fio, sem perceber que a sombra do que fomos há muito nos abandonou. Já não te amo. Guardo no bolso as memórias, quiçá a ti. Guardo no bolso os momentos, o sangue vibrante, a voz rouca. Morreu a parte que te amava, morreu.
Adormeceu nas horas o sentimento e acordei hoje a saber que ele já lá não estava.
Guardo na alma o azul imenso, o sal das lágrimas, do rio. Guardo no bolso a mancha vibrante do infinito que nos esperava, o conhecimento, pedra filosofal dos românticos de negro.
Para onde foi? Morreu a parte que te amava, morreu.
Para onde foi a vontade, a garra, o caracter? Para onde foi a arrogância extrema de nos sabermos maiores, tão capazes de mudar o mundo, criando um nosso?

Morreu a parte que te amava, morreu.
A mim, corpo frio, cadáver esquecido no ontem, só me resta ressuscitar-te.
E lutar por ti até que o sangue vibrante, a voz rouca, o azul imenso, o sal das lágrimas, do rio, a mancha vibrante, o conhecimento, a vontade, a garra, o caracter, a arrogãncia... a mudança...! a mim só me resta lutar por ti até que tudo isso volte. E que a parte que te amava, te ame agora, num todo.


Ad Eternum
2008.2009

sábado, 6 de março de 2010

um daqueles sábados em que só apetece sentar no sofá
com uma manta e um pacote de bolachas e devorar a televisão por inteiro.
ah, esqueçam. todos os sábados me apetece fazer isso.
:)

quinta-feira, 4 de março de 2010

.sem título?.


vem dar vida
ao que ja foi o 'eu'
sentir berrar um corpo
que não conheço como meu
resgatar-me da morte
dos amores por vir
deixar-me ficar
e no entanto partir
corromper a pele
sedosa, áspera, torta
beijar-te a alma
fria, quase morta
plantar suspiros
doçuras por haver
e sentirás os tiros
balas, doces feridas
fortes calafrios
noites desprendidas
vem neste corpo inexistir
vibrar nesta mulher


segunda-feira, 1 de março de 2010

finding neverland

And my affecction... well.. it comes and goes.
I need direction to perfection...
You know you got to help me out.


As pessoas, além de serem feitas de pessoas, são feitas de fases. No fundo os sentimentos são como boomerangs: vão e vêm, esquecem-se e permanecem... e trazem ao de cima, à superfície do ser, aquilo que julgavamos não existir em nós.
Começo a ficar farta. Farta. De ser importunada, de ser remexida. Como um armário desarrumado que a Barbie abre todas as manhãs e de onde tira mil e uma peças de roupa, experimenta combinações, e acaba por levar o 'same old suit', deixando tudo o resto varrido a furacões. Farta.

E a isto, meus caros, chama-se 'uma fase'.
Há várias fases na vida das pessoas. A fase em que acreditamos que não existem más pessoas, existem más escolhas. A fase em que acreditamos que não podíamos ser mais felizes, ainda que de facto, nunca ninguém tenha medido os limites da felicidade. A fase em que choramos, porque 'não merecemos'. A fase em que acreditamos que é tudo uma questão de mau timing. A fase em que acreditamos que podemos mudar as pessoas, inverter situações. A fase em que aprendemos que nem nós nos conseguimos mudar a nós próprios.
E depois há esta fase, esta; a fase da menina que não tem paciência, que não dá luta, que simplesmente abandona uma causa por a julgar perdida. A fase da menina que ouve, cala, fala - mas não berra - e que acena com a cabeça antes de virar costas para não mais lembrar.

Tenho free-pass para a Terra do Nunca meus caros, e acreditem que é dos sítios que mais visito.
A sério.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

também te amo


Gostava de saber o que se diz depois de chegar o fim. Gostava ainda mais de saber qual é a altura exacta em que se sabe que o fim chegou. Há um momento exacto, um prazo fixado, em que realmente se sabe? Ou é tudo um desenrolar de bolas de neve, catapultando as memórias para um baú e o coração despedaçado para o abismo?

Procurem no vosso telemóvel. Algures entre os rascunhos ou modelos de mensagens, é muito provável que exista um modelo - por entre os 'ligo mais tarde', 'estou numa reunião', 'estou quase a chegar'- em que se pode ler expressamente 'também te amo'. Também. Assim. Com a complexidade descomplexa de quem repete, de quem corrobora. Também. Sem sentir, a reenviar um modelo de mensagem. Um protótipo de sentimento que a marca de telemóvel predestinou para amores falhados. Imaginem-se a receber um modelo desse amor; imaginem-se a serem os receptores de um amo-te que a Nokia programou no telemóvel do(a) vosso(a) amado(a). Imaginem-se a serem receptores de um amo-te sem certezas, sem intensidades, sem pertinência. Imaginem-se. Eu vou imaginar. E talvez depois já saiba qual é a altura exacta em que se sabe que o fim chegou.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

...

eu queria escrever aqui alguma coisa de jeito.
mas ando completamente sem inspiraçao.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

'assim'

O que fazer quando o mundo nos faz parar e ao mesmo tempo nos impulsiona para continuar a andar, sem sequer olhar para as sombras do que fomos ou sentimos ou quisemos? O que fazer? – é a maior e mais irregular questão que uma mulher pode colocar. O que fazer quando um collant se rasga, o que fazer com o rimmel borratado, o que fazer com a nódoa na blusa perfeita, o que fazer com a carteira de fecho rebentado, o sapato sujo com lama, o brinco que perdeu uma missanga? O que fazer com um coração partido? Pior do que isso, o que fazer com um coração fora do sítio?
Há sempre sítio para tudo; e quando uma mulher organizada se vê sem sítio onde existir, torna-se complicado imaginar a nossa vida, a nossa mente dividida em prateleiras ilógicas de sentimentos repugnados. Mas é isso, exactamente isso, que acontece. Tudo se subdivide, tudo se estagna e ao mesmo tempo revoluciona, numa confusão de átomos alcoólicos e irresistíveis.
Uma garganta rouca, um cigarro travado. Estava no quarto às escuras, meramente iluminado pela luz pública que penetrava nas cortinas, e só se via o pontinho laranja, iluminando o fumo, no meio da multidão vazia da divisão. Marta estava sentada à chinês, a olhar os pés calejados de ruas por percorrer. Um copo de Martini pousado na colcha da cama, apoiado nas pernas; um telemóvel na mão esquerda, a executar uma chamada em alta voz e, na outra mão, o cigarro cintilante. A cinza no chão fazia-a lembrar-se da cara da mãe, tipicamente galinácea, ‘não vás morar sozinha, não tão cedo’. Um toque, dois toques. Ele atendeu, com a voz irritada de quem está a meio de uma festa e não quer ser interrompido por um telemóvel. Ela suprimiu o choro, travou o cigarro e disse

‘Só precisava de desabafar’.



terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

bum bum pow


Ontem foi noite de carnaval,
estava um frio de rachar
e eu resolvi ir mascarada de Cupido.

Podia haver coisa mais irónica?

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

put your hand on me baby



tive um belíssimo domingo! ou melhor, uma belíssima noite de domingo :)
bom concerto, óptima música, excelente companhia.
bom feeling, boa groove. bom café, boas conversas.
e no fundo, nem sequer havia homens por perto!
podia haver um dia dos namorados melhor?

*

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

uma mulher para amar

Cheguei agora de um sitio onde encontrei alguém inesperado.
São coisas que nos fazem pensar, estas de viver numa cidade pequena, mas que ainda assim é a segunda maior do país. Explicava eu ao meu sobrinho de sete anos que em Espanha cabiam mais ou menos três portugais, enquanto ele rodava o globo iluminado e eu revia nos olhos pequeninos dele a minha vontade de fazer as malas e voar daqui. Portugal é de facto um país pequeno. Pequeno demais para os sonhos de alguém imenso. Pequeno demais para não esbarrarmos com pessoas inesperadas.
No fundo, tenho medo dessas constatações, que nos fazem pensar que somos mesmo más pessoas. Que pedimos dos outros o que não pensamos dar. Que queremos receber o que sabemos que nunca admitiriamos que outros pedissem. No fundo, são estes encontros e desencontros que nos fazem pensar na estupidez da juventude.
Sabem, vou fazer vinte anos este ano. Quando tinha quinze, nunca pensei que a minha vida fosse estar como está agora. Nunca pensei ser capaz de conservar os amigos de então até à data, e sinto-me abençoada por isso. Nunca pensei ser capaz de conquistar os pequenos tesouros que hoje possuo, e também me sinto abençoada por isso. Nunca pensei ter tantas responsabilidades, e ao mesmo tempo tão poucas...Nunca pensei ver morrer os sonhos, nem ver a minha personalidade tão mudada com os temporais da idade. Eu só sei que quando tinha quinze anos não pensava estar assim. E acreditem que o assim, que estar assim, nunca é bom.
Não tenho muitos arrependimentos nem choro as mágoas dos caminhos percorridos. Não tenho muitas cicatrizes, porque no fundo nunca arrisquei o suficiente para sair magoada do campo de batalha. Fujo das sombras. Quero sorver o mundo, agarra-lo com braços de mulher, e é depois que me apercebo da sua imensidão e do quão pequenos são os meu braços de menina para o agarrar.
E é este mesmo mundo imenso que é simultaneamente minusculo, onde esbarramos com o passado presente futuro, onde somos postos à prova e obrigados a escolher. Somos postos no abismo, no limbo como diria alguém... e temos de saber como recuar ou decidir seguir em frente.
God, como eu queria estar em todo o lado, menos aqui, menos assim.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

put me in your supermarket list


Não me venham com tretas;
não há ninguém sem tempo
para fazer algo que quer.
E a desculpa de que não há tempo
já eu a usei muitas vezes, muito obrigada.

Porque é que tentam roubar o ladrão?
Acham que ele não sabe os truques?
Quando se quer alguma coisa,
às vezes, isso basta.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

semi amor

já não via este vídeo há tanto tempo...
e chorei como uma menina.



*o segundo semestre está aí.

I want your everything as long as it's free

Um, dois, teste, teste.
O coração ainda funciona. Estranho, não? Quem diria que depois de tantas quedas ainda seria possível escutá-lo bater, no centro do corpo, perplexo. Quem diria que após tantas revoluções político-sócio-intelectuo-culturais, ainda existiria um corpo activo, vivo, respirante. Eu não diria.
Não me considero de todo negativa, mas tenho a minha quota parte de pessimismo, de não-crença. Desconfio do mínimo sorriso, isto porque sei que eu não sorrio à mínima razão.
Gosto de protagonismo, mas não de espectáculo. Não sei ser o centro das atenções, fico sem jeito, encaracolada na carapaça. Mas gosto de me destacar; quem disser que não gosta tem de aprender que a falsa humildade já passou de moda.
Custa-me ter de cumprir um estereótipo; isto porque antes de mim já se percorreram muitas estradas compridas, enfatizadas... e eu sou uma miúda de atalhos. Não gosto de facilidades, mas opto pelo mais fácil; mentira. Os atalhos são mais tortuosos do que as estradas principais - porque há menos corpos deambulantes, há menos barulho, menos cor, menos luz. Os atalhos são tempestuosos e trazem-nos à memória os dias maus. Há quem me chame masoquista, completando o lado negativo de que falava há pouco. Insisto em tombar nas mesmas pedras, rastejar nos mesmos pântanos. Mesmo depois de concluir, admitir, berrar aos quatro ventos - eu esstou bem assim.
Ausentar-me dos pensamentos não é assim tão possível; olha, lá está o coração a bater de novo, o malandro. Jamais admitirei o que ele me diz para além do habitual 'pum pum'. Não sou miúda de amores, nem miúda de amar. Sou uma miúda para amar. Mas para isso há que encontrar os atalhos tortuosos; e se nem eu sei percorrê-los, quanto mais..!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

o mal é que eu já não sei quem eu sou

faz agora (mais coisa menos coisa) dois anos que alguém me mostrou esta música.
sei que foi perto do dia dos namorados;
talvez me tenha lembrado hoje dela porque falei hoje nele.
há coisas que nos marcam... pura poesia.


Ornatos Violeta
Mata-me Outra Vez
<albúm Cão, 1997>



sábado, 6 de fevereiro de 2010

do lado esquerdo, ao centro

.:.mariana diz:
mas eu nunca vou admitir isto perante ele
a n ser que ele tambem o admita

tiago. diz:
o bush também não teve de admitir a guerra no iraque e toda a gente sabe que a culpa é dele


(4h23. via msn)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

wish me luck

afinal, não foi desta que enchi o saco de lixo e o pus no contentor.
o altar fechou por 'contratempos', adiando a nossa noite para hoje - o que nos forçou a sair ontem e hoje...que chatice...!

vou masé preparar-me para o exame.
porque apesar de às vezes parecer equilibrada, há coisas que nunca mudam...
e equilibrada é o que menos sou.


*ouvir the killers aos berros no autocarro das três e pouco da manhã é a melhor anestesia após uma noite horrível - obviamente não foi por causa da companhia. enfim. 'enfim diz: enfim'.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

you have a hot temper...

A Voluptia costuma dizer isto muitas vezes e é verdade: dificilmente a vida de outra pessoa poderia ser um lixo tão grande como a minha. Uma lixeira industrial de facto.
Hoje é dia de culto semanal, e apesar de amanhã ter exame, sinto que preciso mesmo de arejar as ideias e impregnar-me de receita mágica.
Vai haver um antes e depois, um caminho a percorrer até chegar a magia e todo um caminho de volta a casa, a pensar na magia que aconteceu. E vai haver um durante. Caras conhecidas, desconhecidas. Vou fugir de algumas e aproximar-me de outras. Muitas gargalhadas. Cantar músicas em altos berros e carpir mágoas em conjunto quando a Romana cantar 'se ela é a tua ex mulher, se ela é o teu ex amor...'
Talvez ocorram sorrisos constrangedores quando certas pessoas entrarem pela porta. E outras atitudes constrangedoras ao tentar ignorar o que essas mesmas pessoas nos dizem, enquanto tapamos a boca à amiga embriagada que grita 'PANISGAAAAAAAAS'.
Com sorte, vou pôr o lixo num saquinho e amanhã estará no contentor, e ao fazer o último exame vou sentir-me bem mais leve.

É por isto que estas noites me fazem tão bem.

partes do todo

já não postava aqui nenhum texto inteiramente meu há muito tempo.
este é mais um ensaio de prototipo pseudo-novelístico.
qualquer dia passo noites em claro e acabo os romances todos, prometo.

(...)
Olhou para ela e baixou a cabeça, a rir-se. Estava com as mãos nos bolsos e balançava o corpo, naquele trejeito nervoso de quem quer dizer algo mas não sabe bem como. Saiu-lhe a típica frase começada por ‘sabes…’ e foi então que olhou directamente para ela, bem dentro daqueles olhos grandes, redondos, e falou com a voz séria que usava quando queria dizer algo importante.
- Sabes – começou ele – estou com um dilema.
- Ai é?
Ela agora balançava também, e sorria, menina da pré-escola com cara de quem não faz asneiras, mas que é capaz de bater nos meninos da quarta classe.
- Sim… Se não te beijar agora podes ficar a pensar que não quero – e fez uma pausa, como que para enfatizar o que iria dizer - mas se te beijar podes pensar que é só isso que eu quero.
- Sabes… - começou ela, no tom irónico de quem sabe o que quer, ainda que a idade seja mínima para se saber o que quer que seja – Oscar Wilde tinha uma frase fantástica, que dizia uma coisa do tipo ‘não me importo que falem bem ou mal de mim, desde que falem.’ Neste caso, é mais ‘não me importo que pensem bem ou mal de mim…’
- Desde que pensem em mim – completou ele, finalizando com uma gargalhada – Bem, então parece-me que o dilema está resolvido.


in Um Beijo dos Teus , MS

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

e agora o que é que eu faço?

apeteceu-me música docinha, hoje.



B Fachada
'estar á espera ou procurar'

sábado, 30 de janeiro de 2010

desa-fio

Hoje o post é mais soft. Porque estou a ter uma óptima semana e ando feliz.
E porque a Voluptia me desafiou... então aqui vai disto!

Enunciar 5 manias suas, hábitos muitos pessoais.
(esqueçam o regulamento do desafio e também o facto de escolher mais cinco pessoas para participarem. nao gosto de regras pa :P mas quem quiser responder no seu blogue ou em forma de comentário, eu cá gosto muito de partilhas!)


1. Se dormir acompanhada numa cama encostada a uma parede, tenho de dormir do lado de fora;

2. Muito dificilmente misturo doces com salgados (não percebo a mania esquisita dos americanos comerem pizza e beberem leite);

3. Não consigo andar na rua sozinha sem ter phones nos ouvidos (de preferência com música nas alturas);

4. Não suporto o cheiro a laranja, mas adoro o sumo;

5. Sou péssima a revisão textual porque custa-me alterar textos escritos num impulso;



Sim, só isto. Sou mesmo assim tão desinteressante. :)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Tenho desaprendido a capacidade de chorar.
Notei isso ontem, quando pela primeira vez tive vontade de chorar em pleno TNSJ - o que vale é que estava muito escuro - e não chorei.
Quem me conhece sabe que não choro por tudo e por nada, mas há coisas que me fazem inevitavelmente chorar onde quer que esteja. E o mote da peça era sem dúvida uma delas.
Mas não chorei.
E saí de lá com o coração apertadinho e a melancolia da perda.

'Amo-te mais do que apenas mais um dia'.




By the way, a Eunice Muñoz? Indescritível.
Esta Morangada toda que se denomina de 'actores' e 'actrizes' devia mesmo ter vergonha.

domingo, 24 de janeiro de 2010

pensamento mágico

Sabem que mais?

Amanhã vou ao teatro.
Porque a catarse, meus caros, é a melhor forma de expulsar os medos.


(prometo que não me esqueço dos bilhetes em casa, Voluptia!)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

I want to live...in Ibiza.







hoje vou sair.

espairecer, esquecer, divertir.
mistificar, desembaraçar, rodopiar, sorrir.

juntar o passado com presente e premissas de futuro e remexer tudo com o restante gelo do copo de vodka. pegar nos desejos, nas maldições, nos momentos, nos olhares e atirar tudo para o meio da pista, até que a dança esborrache tudo e eu possa começar de novo.

credo, acho que nunca escrevi nada tão pseudo poético acerca de uma discoteca.
enfim.

hoje a noite é de meninas.

a broken wrist and a big trapeeze

Um trapézio e um risco evidente, um medo estonteante.
Pé ante pé, desafio a desafio.
Vamos conduzindo estrada fora, sem rumo definido, crentes de achar o que buscamos.
Amor? Felicidade? Realização pessoal? Sucesso?
Um ego maior que o corpo em que caminhamos?

Trago no bolso a vontade incessante de descobrir o porquê de tantas perguntas, quando admitimos derrotados que não temos uma resposta.
Um sopro de realidade derruba-nos do altar onde nos edificaram, sublimes.
Tantas expectativas, sonhos, projectos.
Tantos ideiais derrotados, momentos previstos, sucessos inalcansáveis.

Hoje, por um breve momento em que fiquei absorta a olhar o espaço, apercebi-me de que me sinto demasiadas vezes sozinha estando acompanhada. E de que as saudades, esse sentimento sebastianista de só amarmos o quão perfeitos já conseguimos ser um dia, transtorna-nos as entranhas e regurgita o pior de nós para fora deste corpo deambulante.
Hoje é mais um daqueles dias em que as questões viajam e não me deixam sossegar. É mais um daqueles dias em que a chuva me deixou maldisposta, e que apesar de até ter acordado cedo, não tenho sono. É mais um daqueles dias em que a minha vida se misturou toda, passado com presente e pitadas de futuro, tudo remexido e levado ao forno por demasiado tempo, até queimar.
É mais um daqueles dias em que escrevo aqui, só porque não sei que mais fazer.
Hoje é mais um daqueles dias.

domingo, 17 de janeiro de 2010

I wanna breath that fire again

David Fonseca
Read MyMind, The Killers' Cover
> Perdoem-me a insistência com a música; mas pareço uma criança a redescobrir novas sensações de cada vez que dá uma dentada no chocolate, ainda que seja a mesma marca que come desde que teve dentes para experimentar doces.
Acontece. A música é assim; vicia.

sábado, 16 de janeiro de 2010




'E eu sei que o que vivi não volta, porque voou.
Mas também espero não o perder, e voar com ele.
Ad eternum.'

24 de Abril de 2009



Porque as palavras voam, mas o que é escrito...permanece.

Façam-me acreditar.

Outra vez.

just trying to keep it in line

cruzo as pernas, descansada
com a alma enclausurada
deito-me ao comprido
em comunhão com a terra
sinto respirar a cidade
e nun bosque de poetas
ouço o ruído que me envolve
- deixem-me ser eu!
como um grito que brota e desagua
num mesmo rio



>09.07.2009<

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Tive zero comentários no post anterior; o que me leva a crer, das duas uma: ou que ninguém me lê ou que assustei todas as alminhas que aqui entraram. Este blog é a mistura alucinada da minha vida com todos os filmes e livros e músicas que conheço. E a minha imaginação é um território arenoso.
No nono ano tive uma professora de português que me chamou àparte para comentar os poemas que eu lhe tinha entregue para ela corrigir. A anotação escrita ao lado de um deles era 'Qual é a percentagem de verdade e qual é a percentagem de fantasia?'
Pode-se dizer que sempre fui um bocado confusa.
Mas eu estou bem. Relativamente.

Depois de ter passado as últimas horas de cama, ter faltado a um exame e, pela primeira vez, ao emprego, pode dizer-se que estou bem. Enraivecida por ter estudado e nao ter ido? Claro. Chateada por a minha vida só evoluir nos campos em que tal não é necessario? Muito.
Mas o que é que se pode fazer?

19 anos. A concluir o primeiro semestre do segundo ano. A acabar o terceiro contrato no emprego. É demasiado deprimente ficar pelo fundo de desemprego com 19 anos. Mais deprimente é termos de explicar ao nosso pai porque é que adiamos tirar a carta. Ou explicar ao nosso irmão engenheiro porque é que escolhemos ir para Letras. Ou o facto de o nosso sobrinho de sete anos ter mais alegria e sonhos na vida do que nós. Ou ouvirmos a nossa mãe comentar como aquele rapaz dava um óptimo namorado. Ou vermos a nossa cunhada alegre por ter três filhos aos 33 anos e nós só pensarmos 'como é que ela estava casada aos 23?'.

Há coisas sem explicação. E a minha vida, neste momento, é uma delas.
Fico-me pela música hoje.



The good old days,

the honest man,

the restless heart,

the promisse land...

the killers Can You Read My Mind

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

before you go...can you read my mind?


Consegues ler a minha mente?
O que se passa nas entrelinhas, a paixão que desvanece, o amor que me merece?

Consegues olhar-me e descrever-me, sem hesitação ou medo de errar? Não quero que acertes, quero que tentes. Como equação básica sem solução permissiva.

Consegues dizer-me o que sou, coisa que nem eu sei, sem sequer pestanejar em procura de uma definição? Não procures, encontra-me simplesmente.

Mau feitio, irreverente. Dura de roer, leva tudo à frente. Prepotente, convencida, exagerada. Romântica aniquiladora de sonhos. Vida enjaulada, carinhosa. Nervosa, esquecida, calma, preguiçosa. Faladora, exigente, ensonada. Amiga. Rio-me alto e choro a soluçar.



Percorro as ruas com a persistência dos errantes.
Percorro as ruas numa demanda. E gostava de te encontrar, calmo, pertinente. Sentado à beira rio com as flores no colo e a velhice em mente. Desejos de me acalmares nos teus braços, embalada, só porque é fim de tarde e sabes que eu adoro a ribeira em horas mortas. O sol pareceria ouro embebido no povo, e nós seríamos só mais uns entre tantos, mas tão mais nós.

Depois, ao anoitecer, aninhados um no outro, mergulharíamos na noite e aí sim iriamos descobrir tudo e mais alguma coisa do que em nós se esconde. Não desistas. Sem mapa, sem cidade, país, mundo. Vamos dar a volta a tudo o que seja infinito e encontrar nos reflexos a ausência da verdade. Vamos criar uma verdade, não sei bem porquê.

Escolhe-me a mim, descobre-me a mim, ama-me a mim. Fuma-me até eu ser só o teu ponto cintilante no escuro, bebe-me até que a cirrose nos separe. Porque o tesouro prometido só existe se acreditares na promessa. Eu só brilho se brilhares também. Mas o coração já não bate como antiagamente; parou no tempo e eu sou péssima executadora des resgates. Não me olhes assim, porque não penso dar-te, a não ser que desistas do último bombom e nos voltemos a encontrar noutras circunstâncias. Numa altura em que eu não esteja carente de mim e possa concentrar-me em ti, criar um nós, voar na tua mente pelo sofá da sala, selvagem, carnal. Até que rode uma chave na fechadura e tenhas de saltar da janela em boxers. Não, que eu nunca fui menina de trazer paixões para o território puro. Talvez não o faça porque por razões desconhecidas esqueci-me de onde moro e preciso que me leves a casa. Mas eu nunca te disse onde morava, terás de adivinhar. E já sabes que não passarás da porta.

Depois será tudo como eu quiser, mesmo que ambicione um céu lilás tu serás o pioneiro pintor de telas por imaginar. Trar-me-ás um mundo de algodão doce com borboletas faladoras, que cantem músicas do The Killers até que eu adormeça. E quando vir que te tenho na mão para te guardar no bolso, vou entrar na tua mão e fazer ninho no teu bolso. Porque seremos um do outro.
No teu carro ouviremos Michael Bublé nas alturas, e vais rir-te da minha demência juvenil. Vamos parar em frente ao mar a comer nuggets do MacDrive de madrugada e vamos contar um ao outro o dia de merda que enfrentamos com a força de um leão, porque sabíamos que a noite acabaria por chegar. Eu vou sempre esquecer-me de te avisar quando chegar a casa e tu ficarás sempre preocupado por eu não ter dito nada. Uma simples mensagem será o bastante para que acredites que te amo, porque serás capaz de ver o meu olhar através das palavras e tu sabes que os meus olhos não mentem.
Então chegarás a minha beira com bilhetes low cost para Londres e ficarás a ver os meus olhos, verdadeiros, brilharem, enquanto penso para mim mesma que encontrei o homem da minha vida. Insistirei em pagar a viagem, porque sou teimosa por defeito. Mas acabarei por concordar que voltei a acreditar no romance.
Aí completarei não-sei-quantos a teu lado, antíteses um do outro. Pescadores sem dores, navegantes sem luas. Seremos simplesmente nós, com a simplicidade que tenho vindo a buscar vida fora - e que insiste em fugir-me.


Sinto-me sozinha há tanto tempo.
Consegues ler a minha mente?
*

domingo, 10 de janeiro de 2010

can you read my mind?

a todos os que me fazem ser mais eu.
todos os que completam o eu que sou.
todos os que renegam, aceitam, modificam.
todos os que são, lutam, permanecem.
a um ano maravilhoso
por mais um ano maravilhoso.
a vocês.
por vocês.
obrigado.

sábado, 9 de janeiro de 2010

saudade(s)




it's not confidential
I've got potential
pace yourself for me
I said 'maybe, baby, please!'
but I just don't know now
and all I wanna do is try.
the killers, somebody told me

desabafo. oral. marginal.

Estou acordada. Os sentimentos vieram do nada em forma de música, e agora pairam na escuridão silenciosa. Não, demasiado rebuscado. Torna as coisas mais simples, só assim serão saborosas. Vá, tenta de novo. Os sentimentos vieram do nada e agora são nada - mas são sentimentos. Assim está melhor.
Sentir já é um progresso - ainda que não seja sentimentos por nada nem ninguém em concreto, mas sim aquele sentimento de voltar a sentir o vento na cara e realmente aperceber-me de que estou viva - ó tu que tens coração de pedra. Ou falando melhor - ó tu que tens um coração fechado para obras. Culpa de quem danifica o pavimento, essa é que é essa.
Está uma noite tão fria e eu aqui, sentada com o portátil no colo, duas janelas abertas no msn (uma delas abriu-se sozinha e, CREDO, assustou-me ver novamente aquela pessoa a dirigir-me a palavra), a cabeça a mil à hora, apontamentos a olhar-me de lado com a hostilidade de quem quer ser estudado, um café por tomar, outro café tomado. Sms do namorado, 'tiveste catorze a literaturas orais e marginais'. Ora bolas, é para isto que se estuda? Mais valia ter estado quietinha, aposto que me tinha corrido melhor. Segunda feira tenho sumo de Laranjinha, ou seja, exame a Literatura Portuguesa Medieval. Vai correr pessimamente, I know it. Um livro para ler, mais outro exame para estudar. Damn it, vida de lixo. Pessoas que vão e vêm. Que se lembram de recorrer a nós quando não há mais nada. Que se esquecem de nós quando têm tudo e mais alguma coisa. Outras que fingem que não se passa nada no meio da multidão, e que num mundo àparte gostam de esclarecer que realmente 'não se passa nada'. Eu sei que não se passa, muito obrigada pelo esclarecimento - eu também não disse que queria que se passasse.
Ó Mariana, eu acho que tu estás na idade de te divertires, é isso mesmo - ninguém te pediu opinião. Estou sozinha, mas muito bem acompanhada. Só não é por ninguém do sexo masculino. 'Tem 1,90m! Já viste o tamanho dos saltos que posso usar com ele?'. Adoro quando os episódios da minha vida parecem saídos de um episódio d' O Sexo & a Cidade. E pelos vistos também 'Adoro o Porto no inverno.' Mania de ser poeta Mariana, está um frio do caraças, não adoras nada! Cala-te com as metáforas, esquece os eufemismos, larga de ser querida e compreensiva e amiga. Chama-lhe cabrão, deixa de responder, ignora os comentários. Não troques olhares, não imagines coisas, esquece que tens hormonas. Foge dos beijos, esquiva-te dos toques, não leias sequer as mensagens. Se te segredar ao ouvido finge-te de mouca, não dês importância, trata-o com a sobriedade da rotina.
Lembra-te que tens um coração a pedir-te para pulsar.
Lembra-te de que podes começar a sentir.

Começou um novo ano. Começa-te a ti mesma de novo.
Não do zero, mas do menos um. De novo. Novamente. Simples. Plaine.
'tamos sempre mal mariana! lol'
Pois estamos. Eu já quis que estivessemos bem. Naquela vez em que pensei que me estava a apaixonar, sabes? Sim. Essa mesmo.
'Panisgaaaaaaaas'.
Pois eu sei que não sabes.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

hard times

neste momento a vontade é nula, mas tem de ser.
há quem esperneie, berre, chore, se lamente, questione o porquê de continuar a estudar, deixe para recurso, ignore - mas andamos todos stressados com os exames.
quem já não os tem até diz que preferia, mas sinceramente já não há paciência.

receber as notas de dois trabalhos, fazer um exame, ir trabalhar...
agora resta-me estudar para o próximo exame.
e ter esperança que a Laranjinha faça um bom sumo - salvo seja.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

panelas e testos

Os homens são uma coisa impressionante.
Se eu fosse o Caco Antibes e este texto fosse sobre pobres, eu poderia dizer algo como «pobre adora desgraça. Quando acontece um acidente, o pobre sai gritando 'vem vem ver quem morreu!' »
Mas este texto é sobre algo muito mais básico e ao mesmo tempo estupidamente complexo, como o sexo masculino. Excluindo os menores de idade e os demasiados maiores de idade - a partir dos 'enta' começa a ser considerado terreno arenoso -, exluindo os homossexuais, travestis, bissexuais e anti-monogamia, ficamos reduzidas - sim, NÓS mulheres- a uma curta percentagem de 40% de homens-másculos-mas-não-machistas. E tendo em conta que mais de metade deles são desinteressantes e nada atraentes, e que provavelmente mais de metade da restante metade é comprometida, a coisa torna-se complicada.
Passo a explicar a teoria: não é dificil encontrar um homem. É dificil encontrar um Homem.
Falo-vos de um ano tão atribulado quanto calmo no que toca a essas andanças - e o que aprendi foram duas valiosas lições:

- a primeira foi: se procurarmos incessantemente o amor ele vai fugir de nós, por isso quando menos esperarmos ele vai bater-nos à porta.

Mas como isto é demasiado lamechas para ser proferido pela minha pessoa, a segunda lição foi:

- se não te mexeres vais acabar para tia.

E eu tia já sou, de três meninos, muito obrigada!
Por isso um dos meus desejos para 2010 foi esse mesmo: encontrar um amor. Não precisa de ser 'O AMOR', porque sou demasiado nova para isso e demasiado velha para acreditar que isso existe. Mas gostava de crescer, de aprender, de criar um sentimento ao lado de alguém tão diferente e igual a mim ao mesmo tempo.

Aceitam-se candidaturas. Pf enviar curriculo para: marianams_ (...)
Brincadeirinha. Afinal de contas, eu aprendi duas lições em 2009: não procurar, procurando.
E como o meu telemóvel afinal sempre entregou as tais sms e o café sempre aconteceu (ainda em 2009), pode ser que 2010 traga um homem a quem eu não tenha de dar um 'pontapé na bunda' nem dizer 'eu tenho horrô a homem', roubando a expressão ao Caco.

Afinal de contas, há sempre um testo para cada panela. Já dizia a minha avózinha.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

vai dormir mariana maria

ALTAR, penúltimo dia de 2009


estamos em 2010.

acabei de chegar a casa e não tenho sono. foi do café, do alcool, do fumo - não sei bem.
comecei o ano com champagne mas sem passas. comecei o ano a falar com todos os que amo. comecei o ano a inspecionar o dente do meu sobrinho mais velho, que está quase a cair. depois mudei-me para a cave da rita - foi música e gargalhadas e bons momentos até nascer o dia.

2010...
2010 é o ano em que faço 20 anos - o que na minha cabeça quer dizer que tudo muda.
2010 é o ano em que pretendo levar a cabo inúmeros projectos.
é um ano de trabalho, um ano de crescimento. é um ano decisivo.

comecei o ano a quebrar rituais e a perpetuar vícios.
comecei o ano mais acompanhada do que deveria, ou mais sozinha do que gostava.
comecei o ano a jogar party & co. e a rir-me com a imitação de son goku do zé.

no fundo, 2010 começou sem pedir licença - e espero guardar por muito tempo a memória doce do meu sobrinho mais velho a bater com testos na varanda, a celebrar o ano novo (moderadamente para não acordar os irmãos bebés).

ainda bem que ele só tem 7 anos, e ainda celebra a passagem do tempo.
é tão doce crescer assim...



terça-feira, 29 de dezembro de 2009

o inevitável texto de fim de ano

Da esquerda para a direita. De cima para baixo.
Doze meses. Doze fotos.



2009 foi um ano completo, recheado.
Ainda faltam dois dias para que chegue 2010, mas já me sinto nos pré-vinte anos. Já me sinto no fim de um ano e início de outro.

Este foi o ano em que me arrependi não só do que fiz mas também do que não fiz, foi o ano em que agradeci – não sei a quem, visto que não acredito em Deus, mas agradeci – os amigos que ganhei e não perdi, os momentos que criei e os momentos em que emergi.
2009 começou com amigos e sangria de champagne. Começou com chuva (tal e qual como prevejo que 2010 comece) e com frio. Começou com a minha constatação de ser solteira e gostar.
Janeiro trouxe teatro com a Voluptia, com quem ainda mal falava. Trouxe o jantar do PP e a minha embriaguez. Trouxe exames e tempo de relaxar. Trouxe um que ia morrer mas ainda está vivo. Trouxe laços fortalecidos.

Fevereiro trouxe-me o carnaval e a primeira dormida na resi da Juju. Trouxe-me um Tiago mais próximo e acrescentou um traje ao armário. Trouxe-me de volta a Caloira que estava adormecida desde Dezembro.

Março trouxe-me o aniversário da minha prima, e a primeira serenata do ano em plenos Leões por membros fofinhos de uma tuna. Trouxe-me um concerto de Jason Mraz com lama até ao pescoço e trouxe-me ‘as sextas feiras negras’ do segundo semestre.

Abril trouxe o sabor do fim e o jantar de meninas no Senhor Melo, em que ‘ninguém dizia que éramos o que éramos’. Trouxe-me almoços com o André e desabafos, mas levou-me o André e a Mafalda para Lloret. Levou-me também uma amiga para o Brasil, trouxe-me a Páscoa em família – e trouxe-me mais dois membros para a família, os meus xuxus. Abril foi o mês da Antologia dos Fados e da noite no Tropical. Foi o mês em que concertei e parti o coração. Abril foi o ataque aéreo à chuva.

Maio foi crescer e chorar. Maio trouxe a queima e trouxe férias no emprego. Maio foi ver a elasticidade do Tiago em palco e foi a noite do Jantar de Mulheres. Foi o mês de dormir 70% das noites a aquecer os pés da Juju.

Junho trouxe o fim de aulas, a resi, os jantares, os exames. Trouxe saídas e cafés no Piolho e noites nas Galerias com pessoal do emprego. Junho levou-me de volta ao secundário - e por uma noite fomos reis e rainhas de um baile de gala. Junho trouxe-me um S.João que acabou tão cedo que mais valia nem ter começado.

Julho foi o mês em que houve churrasco na residência e em que se realizaram os últimos exames. Foi o mês em que o signo caranguejo ganhou significado. O mês em que havia grandes concertos na cidade do Porto, mas um ainda maior em Lisboa – e foi por eles que passamos 10horas de pé em frente ao palco. Foi nesse dia de Julho que completei 19 anos. Julho trouxe cheiro a férias.

Agosto… Agosto trouxe a molenguice. Trouxe uns amigos mais perto e levou amigos para longe. Trouxe a noticia de alguém que partiria para Londres. Trouxe férias em Cerveira e alguma praia no Porto – alguma já é demasiado para alguém com o meu tom de pele. Trouxe um Tiago a trabalhar lado a lado e noites de jantares e cinemas e cafés e passeios. Agosto começou a trazer o bichinho negro na barriga.

Setembro. Setembro devolveu os longos telefonemas a falar de tudo e mais alguma coisa, principalmente daquilo. Trouxe-me a prima para perto (mas ainda assim...) e levou-me o André para longe. Setembro trouxe o traje. Setembro trouxe férias no emprego para poder vestir o traje. E trouxe aulas. Trouxe o inicio - e as saudades do fim, de ser pequenina e usar t-shirt. Trouxe almoços na resi e gargalhadas nos corredores do tédio.

Outubro.. foi última vez que vi o André – até o ter visto há uma semana atrás. Outubro foi a altura em que nos reduzimos a quinze. Foi a semana da Academia e a mais excitante, porque o resto do mês trouxe a constatação de que realmente é entediante fazer babysitting. Outubro foi a altura em que pensei que me estava a apaixonar e me apercebi de que ‘não faço isso’.

Novembro foi um mês complicado. Testes e trabalhos e chuva, muita chuva. E dias complicados anti-Natal. E mais Tiago. E infelizmente menos resi. Mas mais ALTAR! E muitas noites com todos e todas. Muita borga, e pouco estudo. Foi o mês de juntar a fome à vontade de comer.

Dezembro trouxe os feriados e trouxe o fim. De aulas, de Praxe, de Trabalho. Trouxe o frenesim das prendas de Natal, trouxe o jantar natalício na churrasqueira, o jantar de curso, o jantar da fnac. Trouxe a nostalgia de fim de ano, trouxe mais teatro com a Voluptia! Dezembro trouxe a paz de espírito e trouxe mais TEMPO. Dezembro devolveu-me a mim.

E agora, a escassos dias de finalizar 2009, há tanto de importante de que provavelmente me esqueci – e outro tanto de pouco importante de que acharão que me lembrei. Mas 2009 foi também o ano de me chamarem esgrobiada - e isso, meus caros, foi a definição mais sábia que já fizeram da minha pessoa.



Bom 2010!

*


domingo, 27 de dezembro de 2009

nostalgia-de-fim-de-ano.com

Não sei o que era suposto fazer agora que estou de férias, mas vou aproveitar os últimos dias do ano para me sentir mais eu.
Sentir mais, viver mais, respirar mais. Hoje passei o dia com duas amigas de há sete anos. Pode parecer pouco para uns, muito para outros - não se mede o amor em horas. Mas, no fundo, são estas as pessoas com quem nos sentamos numa mesa e conseguimos conversar (agora sobre homens) como conversavamos há anos atrás (também sobre homens...!).

Agora falando a sério: os amigos são pedaços do eu. Como botões para cada casa do nosso casaco. Completam-nos. E, se forem dos bons, mesmo quando estão distantes, continuam a existir em nós. Como disse a J. no outro dia: 'a coisa boa destes jantares é que nós (as quatro) temos a certeza de que para o ano vamos estar sentadas nos mesmos lugares'.

É por isso que esta minha semana vai ser passada com as pessoas que mais amo - e consequentemente comigo mesma.
É tempo de sair com os papás, a aproveitar que a família está de folga amanhã e que é fim de ano e eu fico sentimentalóide.
É tempo de ir ao cabeleireiro com a Íris, reclamar do homem que em vez de aparar as pontas me tira vinte centimetros de comprimento. É tempo de falar com 'as meninas' por telemóvel, já que duas estão longe e a Voluptia está submersa em trabalho. É tempo de fazer uma dormida à moda antiga cá em casa, com o A. e a M., por entre pizza coca cola doces filmes poesia e pianadas, tantas gargalhadas e lágrimas, e talvez uma visitinha ao altar - oh Voluptia, queres vir? :P
Talvez seja tempo de ir ao cinema com o meu namorado...! Tempo de ir fazer a manicure, já que o traje está arrumado no armário. Tempo de comprar um vestido para o ano novo.

Por falar em ano novo - vou jantar com a famelga e depois só Deus sabe.
Ah, também é tempo de decifrar a pronunciação do meu nome e o efeito que a minha pessoa tem no sexo masculino. Isto porque, numa mesma noite, tive dois espécimes a pronunciar o meu nome de duas formas diferentes.
Um pseudo-engatatão/dono-do-pedaço que me chama, em tom brasileiro, ''Máriãna''
E um fofo-giro/homossexual que me chama, em tom british, Mary Ann.
Sim pessoas, há quem ache piada brincar com os nomes dos outros - e para minha infelicidade o meu nome tem um mote infindável de brincadeiras. Mas fica a questão no ar...

Aaaaaah, além disso temos um telemóvel que não entrega a sms que enviamos - ou do outro lado um telemóvel que não a recebe.
Porque se ele entregasse - ou se o outro a recebesse -, talvez esta semana fosse tempo de tomar o tal café, adiado desde há uns bons tempos. Mas, é como eu digo: até dia dois sou uma pessoa aberta ao mundo. Salvo seja.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

já passou o natal...!

Entre o bacalhau, o peru, as rabanadas da mamãe, pudim, pão de ló, televisão, ferrero rocher, fotografias, presentes abertos, gargalhadas de bebés




...



foi assim o meu Natal.





Com livros, caixinha de música, máquina fotográfica, perfume, bombons, pijama, lingerie...
e a prenda de mim para mim, o KIT DE NATAL ROCK IN RIO 2010
que me vai levar ao festivaleco em maio!


Com tantos doces e presentes, podia jurar que não seria necessário adoçar mais a boca...
mas adoço sempre o ego de titia com estas riquezas!



P.S.: o meu sobrinho mais velho estava demasiado ocupado a dizer 'oh tia sai da frente' entre cada golo que marcava no FIFA 2010, na sua nova aquisição, a PS3 - e é essa a razão por não ter uma foto ("decente") desse meu tesouro =)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

They know that Santa's on his way...

Esta um vendaval lá fora e chove tanto que já estou a juntar madeira
para fazer uma arca e me pôr a andar daqui.
Nos entretantos ainda planeio as compras de Natal, as últimas mas não as menos importantes - eu é que sou o tipo de pessoas que dá prendas a meias com outras pessoas e tenho de esperar que a minha vida incompatível se compatibilize com a incompatibilidade dos outros.
Faltam três dias para o Natal, chove de caraças e o meu hamster fez um ano no sábado passado.
Ao contrário de 2008 este foi um ano de crescimento - e felizmente não cresceu a depressão em mim; cansaço sim, mas depressão ainda nao! Foi um ano Negro, um bom ano a nível académico um ano de trabalho mas também de férias, um ano de concertos, um ano de velhos e novos amigos, um ano de saídas e festas e divertimento, um ano para pensar em MIM, um ano para renovar o quarto, um ano para renovar telemovel computador e mais umas tantas mixuruquices, um ano para mudar. Mudei sem me sentir mudada, talvez porque me tenha adaptado às minhas novas paredes.

Caso para dizer, there's hope for the hopeless.
E só porque lá fora chove e em NY também...



Although its been said many times, many ways
A very Merry Christmas to you
Michael Bublé
The Christmas Song



domingo, 20 de dezembro de 2009

primeia fila, primeira plateia

Hoje vou ao teatro. Vou ver as almas representarem outras vidas enquanto a minha definha na plateia. Sofrer as dores de outros, amar outros amores, sorrir a outras vitórias. Hoje vou ser outra, porque é quase Natal, estou nostálgica e ao fim de mais um ano ter passado...

continuo sem conseguir ver a minha alma representar a minha vida,
sem conseguir sofrer as minhas dores,
amar os meus amores,
sorrir às minhas vitórias.

Hoje, vou ao teatro.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

c-r-e-d-o

ninguém acredita no frio - e chuva - que está lá fora.
e eu de saia e collants.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

all of me, you can take all of me





É a última semana. A mais díficil, mais complicada de gerir. São trabalhos para entregar, livros e fotocópias para ler, testes, exames orais, e-mails para responder, notas a conferir, uma licenciatura pela qual batalhar. E depois, no meu caso, temos o trabalho. Gente chata que pergunta sempre a mesma coisa, chefes que delegam em nós as suas próprias responsabilidades, reforços de Natal que em vez de virem - como a palavra indica - reforçar, só atrapalham a nossa vidinha e atrasam ainda mais as filas de clientes.


E depois, o que é que sobra? Pouco tempo para os amigos. Pouco tempo para me sentar na cama, olhar para o espelho e perguntar ao coração como correu o dia. Pouco tempo para escrever o quinquagésimo romance que comecei - é desta Mariana, é desta! Pouco tempo para dar atenção á família, e prolongar aquelas belas conversas com os papás sobre 'porque é que a Mariana continua solteira', explicando as maravilhas do mundo moderno - e causando o aquecimento global, seguido da elevação do nível das águas do mar e da consequente submersão dos neurónios dos progenitores. Depois resta explicar à nossa mãe porque é que saímos trajadas quando estão três graus na rua e só dormimos nem cinco horas. E resta explicar porque é que ainda não tivemos tempo de fazer o pinheiro de Natal, que todos os anos é da nossa responsabilidade - é verdade pessoas, sinto-me o Grinch este ano, apesar de o meu ódio pelo consumismo estar mais controlado.


E pronto, é isto. É a última semana.
No ano passado foi tudo tão diferente - por esta altura eu estava a morrer quase com uma depressão -e no entanto, tão melhor, porque estava viva. Ainda hoje de manhã nos rimos a pensar nisso: é a única coisa que ainda nos faz sorrir, de facto, as memórias. É como lambuzar os dedos de algodão doce, naquelas noites de agosto em que vagueamos pelas festas populares e ouvimos gargalhadas, sentimos o vapor e o cheirinho das pipocas e o frenezim dos carrosseis - e nos sentimos inteiros por dentro.


Foi há um ano.

You can cry me a river

Cry me a river

I'd cry a river over you

MichaelBuble

sábado, 12 de dezembro de 2009

consumir moderadamente

entrei oficialmente, a partir de hoje, no modo
'natal fnac'



.cuidado. com. o. modo. como. falam. comigo.
porque.posso-me.passar.dos.carretes.
sem.grande.justificação.
:D

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

escondida num sorriso





girl you see me smiling, girl
I'm singing words of joy to the world
between the lines
is hidden in a smile

can't you hear a cry for love?
*
David Fonseca

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

dezembro é o mês...

Ora bem, como começar? Diriam os antigos que se começa sempre pelo início, e apesar de irónica, não há verdade mais absoluta do que essa.

Vamos no quarto dia de Dezembro e tudo corre sobre rodas. Prendas de Natal quase todas compradas, propinas pagas, férias marcadas para a passagem de ano, aulas prestes a acabar, traje prestes a ser pousado no armário durante uns tempos... E férias, férias da faculdade - com exames, livros para ler, TRABALHOS.... mas ainda assim, FÉRIAS - para poder voltar à rotina de acordar as duas da tarde e ir esparramar-me em frente à tv (que agora tem bichinha gravadeira e que por isso tem muito para oferecer) até serem horas de ir trabalhar.

Este ano o meu espírito natalício não está tão danificado, porque já me habituei ao ritmo e não desejo a morte de todo e qualquer consumista que me apareça pela fnac. Um miminho!
Oh oh oh...


*

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

candyman

Well, by now I'm getting all bothered and hot
When he kissed my mouth he really hit the spot
He had lips like sugar cane,
Good things come for boys who wait
...

He's a one-stop shop, makes my cherry pop
He's a sweet-talkin', sugar-coated candyman


domingo, 29 de novembro de 2009

[literaturas] orais e marginais I



Uma madrasta tinha uma enteada muito linda e com uns cabelinhos muito loiros;
e costumava mandá-la para o quintal guardar um figo que tinha na figueira,
recomendando-lhe que não o deixasse comer pelos pássaros, pois, se tal sucedesse, a matava.
Um dia que a menina estava descuidada, veio um passarinho e levou o figo no bico.

COELHO, Adolfo
in Contos Populares Portugueses


Se eu vos disser que, metaforicamente, a figueira é o corpo da menina, o figo é a vagina e o pássaro é um homem, e que tudo isto se trata do retrato (também ele metafórico) da frustração da primeira experiência sexual, em que a mãe -responsável pela proibição- é encarada como a madrasta má que mata a própria enteada, vocês ficam confusos?
É que eu fiquei.
E vou passar o dia de amanhã e os próximos a fazer um trabalho para esta mesma disciplina.
O que vale é que o professor é um génio....

*

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Lição número....

Ontem foi noite de repetir lições.
Aliás, o Altar é sítio onde os contos de fadas se tornam verdade....

- a J. parecia a Bela Adormecida (confusa em relação ao principe)
- eu era a Branca de Neve (pálida que sou e com direito a anão e tudo...!)
- e a A. era aquela menina que não me recordo o nome, que entra em casa dos Ursos (porque havia Ursos) e bebe chá com eles e tudo (e havia chá também, juro)... whatever, coisas de quem estuda literaturas.


Só vos tenho a dizer que a sensação de déjà vú é um tanto ou quanto irritante, porque aquele sítio está conspurcado com as mesmas pessoas. O que vale é que desta vez saí do autocarro na paragem certa e não tive de torcer o nariz quando alguém disse que não teve prazer mas sim gosto em me conhecer.
Estas quartas feiras ....

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

eu vou a todas...

Quarta feira é dia de vadiagem!
Tal coisa não se aplica muito á última semana, visto que saí de terça a sábado.... Mas para que conste em acta, quarta feira é que é a 'noite do emigrante' e da bela da receita luzidia!

Santa paciência, eu sei que ando estourada.
Mas com tantos trabalhos, dias aderentes à porta na fnac (com o david fonseca a actuar e a dar autografos até as 2h da manhã... - david, adoramos-te, mas há pessoas que gostam de trabalhar só durante as horas em que são pagas, por isso coiso), problemas no paraíso (que já todos sabemos que é um lixo) e stress / cansaço acumulado de noites sem dormir e coisas por fazer...

Nós queremos é festa!

Já me dizia a A.:
'queres é bombocas....'


até mais logo*

domingo, 22 de novembro de 2009

eu tenho dois amores

A verdadeira Kitty Kat


E o meu Sonhador


Domingo em Família.
Não, não tenho preferências pelo menino, mas só me atrevo a pegar num de cada vez...!
Meus pequerruxos :)

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

after-party

For what it’s worth
I have a slow disease
That sucked me dry
(...)
Got no friends got no lover
For what it’s worth
Got no lover
Placebo
O pior é a ressaca.
A seguir à Lição A
'quando se pede tabaco ao rapaz giro, quem tem o maço é o anão'
vem a Lição B
' A partir do momento em que um copo de shot nos escorrega da mão
e desperdiçamos um Kalashnikov,
é altura de parar de beber.'

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

I say «baby, you're not lost»

Já estive em muitos sítios. Conheço muita gente, mas não posso dizer que verdadeiramente conheça certas pessoas. Posso garantir, sem bela nem senão, que não me conheço, mas reconheço-me em cada vivência - e sei dizer, a quem escutar o vento, o que é característico de mim. A minha imagem é o que os outros pensam de mim, mas o reflexo dela é aquele monstro, dark and twisted, que se encerra com um carinho. Uma música, uma banda sonora. Dislexia do teclado pelo exagero da velocidade da escrita, contraposta à dolorosa lentidão do pensamento. Uma lágrima.

Em mim se inicia e encerra a verdade do eu enjeitado. Uma melodia - e um amor escondido nela. Não tenho amor em mim, mas algum hei-de ter para dar, escondido na tal melodia que não escuto, quiçá porque já esqueci o sabor das madrugadas a teu lado.
Teu, tu. Eu? Sem espaço ou tempo, sem consequências fidedignas do erro cometido - passo impune por entre as gotas de chuva, irremediavelmente, inconsequentemente jovem; traste, bruxa do acaso, pássaro perdido. Passo impune pela multidão; e a imagem que carrego? Não a vejo, outros a vêem. Chamam-me mulher, quero que o façam, naquela acepção barata de quem quer sem querer na realidade, de quem se rende à idade que floresce e sabe, no fundo, que traz escondida no peito a criança dos contos infantis, a criança dos doces e gelados, a criança da televisão e das mantas e dos carinhos.
Sem saber porquê, é na multidão incógnita que mais facilmente me encontro. É no 'não-saber' que me defino, é na incerteza que me destaco. As lágrimas não são de ninguém, mas no entanto percorrem a minha face. E a solidão, ausência de personalidades significativas, retrata-se no espelho do meu olhar cansado de percorrer as ruas e vielas, os rios e mares, montanhas e vales. Cansada de percorrer - e de já ter desistido de percorrer seja que caminho for, convencida da finalidade barata de cada sorriso, cada palavra, cada mensagem.
Perder a fé na comunicação é algo triste para quem tem 19anos. Aceitar todos os enunciados como mentiras, sejam eles verdadeiras falácias ou falaciosas verdades, é perder a fé no mundo. É desaprender de confiar em tudo. E é sempre tudo mais uma melodia - porque o tudo é o que nós quisermos que ele seja.

Já estive em muitos sítios e agora estou aqui e escrevo, como gosto, sozinha.
80% das mulheres que afirma não ter tempo para uma relação... sente-se sozinha, ouvi eu numa qualquer comédia de hollywood que passou pela televisão este fim-de-semana. Mudei logo de canal; não pago tv cabo para ser obrigada a conviver com os meus demónios. Para isso, meus caros, há a poesia -que quando nasce, é para todos.



P.S.: nota-se logo que estou de folga.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

cof cof

Nada melhor do que acordar, após uma semana horrível de mau tempo e afins, e estar um belo dia de sol... e uma pessoa doente.
Nada melhor do que ter a secretária cheia de fotocópias para ler e ter a cabeça ocupada de afazeres e trabalhos e não conseguirmos sequer aguentar-nos das canetas.
O que vale é que a canja da mamã cura tudo, e que uma tarde no sofá enrolada numa manta e com chás à mistura é mais ou menos suficiente para nos dar forças para, PELO MENOS, ir trabalhar.

Por falar em mistura, agora lembrei-me do punk esquisito que a semana passada se queria misturar com a A.
Haja Paciência..!

domingo, 15 de novembro de 2009

música que nos ocorre...

Baby, I wanna bleed to know I can....
If it would make sense it wouldn't be Love
and if we can't do it, it can't be done
it only takes a wand to fix your heart...
ana free

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

just...great!

1 3 .1 1. 0 9
Cancer
Your emotional sensitivity is even sharper than usual, but it might not be connected to what's happening now. Your current insecurities may be tied to old patterns of attachment followed by disappointment. Instead of just repeating the past, clear the slate by going back and retelling your story in a new and different way that doesn't blame anyone else for your feelings. Once you learn to be responsible for your own reactions, you will be free to open your heart once more.
*
Ah e fiquem sabendo que não acredito em que me disser que nunca leu o Horóscopo na vida. Eu acabei agora de ler o meu, graças ao Google (que tem um Daily Horoscope) e graças à data de hoje, que é deveras curiosa. A contar pelos sacos de lixo que eu e a A. ja enchemos hoje, é caso pra dizer 'gato preto, quem te trouxe que te leve!'.
Lá vêm as superstições...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

melancolic balad

2008

Há dias em que esperamos que cheguem dias melhores. Dias que não chegam, se não formos buscá-los, meet halfway.
Pessoas que fazem tudo pela metade, pessoas que fazem metade do tudo que almejaram. Pessoas que sempre quiseram, nunca concretizaram - a vontade não encontrou um barco que a levasse a um bom porto.

E, depois, há aquelas noites, partes dos dias, em que uma música nos acolhe o coração, embalado pelo ritmo autocarro, perdido, rendido, à cidade que percorre. E a música toca-nos, invade-nos.

É óbvio que nada é insubstituível, que nada é radical ao ponto de garantirmos que não mudará.
Da mesma forma que uma guitarra chora, um olhar sorri. Da mesma forma que o mar se agita, a terra revolve.
Há dias em que esperamos que cheguem dias melhores, para perceber que, de facto, esses são os melhores dias.

*

terça-feira, 10 de novembro de 2009

momentos kodak

momentos em que a chuva nos traz de volta.
momentos em que os ausentes estão presentes.
momentos.

sábado, 7 de novembro de 2009

precisar é diferente de ter...e querer é diferente de poder.

Gostava de ter tempo para ir às compras natalícias mas, no fim de contas, corro as lojas sem trazer um único saco atrás de mim. Quero muito estudar, mas quando olho para os livros a vontade desvanece-se. Precisava ainda de pôr o sono em dia e a raiva numa gaveta, organizar o quarto, mudar a gaiola do hamster, sacudir o pó dos livros e arrumar o guarda fatos, mas sei que amanhã de manhã vou ficar a remelar-me toda na cama, enquanto vejo passear pela FOX uma qualquer série desinteressante, cujo episódio provavelmente eu até já vi e revi.


Vou fazer uma listinha das coisas que tenho para comprar para o Natal, a ver se me surgem ideias originais para as diferentes e especiais pessoas.
Vou planear o meu estudo, organizar os meus trabalhos, ler os apontamentos e as pilhas de fotocópias e os livros. Vou acordar (relativamente) cedo, arrumar o quarto, mudar a gaiola do hamster, talvez até estude antes de almoço mais um pouco.
E depois... Depois, amanhã vou rir-me de todos estes planos virtuais, porque aposto que alguém me vai ligar para ir sair e eu vou dizer que sim.*

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

estudar?... p'ra QUÊ?

até poderiam pensar que tirei o dia para fazer gazeta, mas não.
poderia dizer que estive a estudar como uma porca (se os porcos estudassem) mas a verdade é que estudei estudei estudei e estou com aquela sesanção horrível de quem não percebeu nadinha do que leu a tarde toda.
ainda bem que o teste é (já/só) amanhã!


coisa boa desta sexta feira_ o professor enjeitado dos incêndios e das violações não vai dar aula! coisa má? marcou essa aula para sábado.

a minha vida já nem um lixo é (roubando a expressão).
é uma ETAR abandonada, com memórias residuais e ratazanas do tamanho de abóboras!

acham que não podia piorar?
pode sempre. vou trabalhar.*

terça-feira, 3 de novembro de 2009

dormir ou não dormir, eis a questão...

Já é mau suficiente estarmos com os olhos semi (é tudo SEMI na minha vida, gosh xD)-cerrados de sono na aula das 8h30.
Mas, PIOR AINDA, é sermos 'acordadas' pelo professor quando este pergunta

'A MENINA AÍ DO LADO...o que aconteceu em 1666?'

e nós respondemos, ensonadas, depois de olhar rapidamente para as cábulas do caderno

'o grande incêndio de Londres.'


Quem precisava de um grande incêncio a minha vida era eu, neste momento! Além de levar com bombeiros jeitosos para extinguir as chamas, podia recomeçar tudo do zero (as pessoas são sempre muito benevolentes para com aqueles que passam por catástrofes) e, com sorte, o fogo devastaria a maioria das memórias miseráveis e das presenças indesejadas. Presenças essas que se sentam na mesma mesa do que nós, como se nada fosse (ou que se sentam noutra mesa e passam o tempo a olhar pra nós, quer com olhos de abóbora mal nascida, quer com cara de mauzão do pedaço). Como dizia uma colega de trabalho no outro dia 'tu deves ser o Brad Pitt da tua rua... mas é uma rua sem saída e só com a tua casa'.
Oh filhinhos, quem vos trouxe que vos leve!

E levem também o professor que, CREDO, fez questão de explicar o significado da palavra RAPE só para garantir (a quem estivesse desatento) que o poema falava de uma violação, ou seja, ERA DE CARIZ SEXUAL.

E já agora, alguém que me explique porque é que eu ando sempre com sono. Eu até durmo...*

domingo, 1 de novembro de 2009

bla bla bla gastar dinheiro bla bla bla

hoje foi o dia da tecnologia!
a.k.a. domingo

desde o senhor da tv cabo que veio arranjar (e não conseguiu) a minha bichinha gravadeira,
a.k.a. box de gravação da zon

até ao portátil novinho em folha
a.k.a. Toshiba L500 13W
que adquiri no meu cubículo de trabalho
a.k.a. Fnac


é mesmo de quem está de folga e não tem mais nada pra fazer.
*