domingo, 24 de janeiro de 2010

pensamento mágico

Sabem que mais?

Amanhã vou ao teatro.
Porque a catarse, meus caros, é a melhor forma de expulsar os medos.


(prometo que não me esqueço dos bilhetes em casa, Voluptia!)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

I want to live...in Ibiza.







hoje vou sair.

espairecer, esquecer, divertir.
mistificar, desembaraçar, rodopiar, sorrir.

juntar o passado com presente e premissas de futuro e remexer tudo com o restante gelo do copo de vodka. pegar nos desejos, nas maldições, nos momentos, nos olhares e atirar tudo para o meio da pista, até que a dança esborrache tudo e eu possa começar de novo.

credo, acho que nunca escrevi nada tão pseudo poético acerca de uma discoteca.
enfim.

hoje a noite é de meninas.

a broken wrist and a big trapeeze

Um trapézio e um risco evidente, um medo estonteante.
Pé ante pé, desafio a desafio.
Vamos conduzindo estrada fora, sem rumo definido, crentes de achar o que buscamos.
Amor? Felicidade? Realização pessoal? Sucesso?
Um ego maior que o corpo em que caminhamos?

Trago no bolso a vontade incessante de descobrir o porquê de tantas perguntas, quando admitimos derrotados que não temos uma resposta.
Um sopro de realidade derruba-nos do altar onde nos edificaram, sublimes.
Tantas expectativas, sonhos, projectos.
Tantos ideiais derrotados, momentos previstos, sucessos inalcansáveis.

Hoje, por um breve momento em que fiquei absorta a olhar o espaço, apercebi-me de que me sinto demasiadas vezes sozinha estando acompanhada. E de que as saudades, esse sentimento sebastianista de só amarmos o quão perfeitos já conseguimos ser um dia, transtorna-nos as entranhas e regurgita o pior de nós para fora deste corpo deambulante.
Hoje é mais um daqueles dias em que as questões viajam e não me deixam sossegar. É mais um daqueles dias em que a chuva me deixou maldisposta, e que apesar de até ter acordado cedo, não tenho sono. É mais um daqueles dias em que a minha vida se misturou toda, passado com presente e pitadas de futuro, tudo remexido e levado ao forno por demasiado tempo, até queimar.
É mais um daqueles dias em que escrevo aqui, só porque não sei que mais fazer.
Hoje é mais um daqueles dias.

domingo, 17 de janeiro de 2010

I wanna breath that fire again

David Fonseca
Read MyMind, The Killers' Cover
> Perdoem-me a insistência com a música; mas pareço uma criança a redescobrir novas sensações de cada vez que dá uma dentada no chocolate, ainda que seja a mesma marca que come desde que teve dentes para experimentar doces.
Acontece. A música é assim; vicia.

sábado, 16 de janeiro de 2010




'E eu sei que o que vivi não volta, porque voou.
Mas também espero não o perder, e voar com ele.
Ad eternum.'

24 de Abril de 2009



Porque as palavras voam, mas o que é escrito...permanece.

Façam-me acreditar.

Outra vez.

just trying to keep it in line

cruzo as pernas, descansada
com a alma enclausurada
deito-me ao comprido
em comunhão com a terra
sinto respirar a cidade
e nun bosque de poetas
ouço o ruído que me envolve
- deixem-me ser eu!
como um grito que brota e desagua
num mesmo rio



>09.07.2009<

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Tive zero comentários no post anterior; o que me leva a crer, das duas uma: ou que ninguém me lê ou que assustei todas as alminhas que aqui entraram. Este blog é a mistura alucinada da minha vida com todos os filmes e livros e músicas que conheço. E a minha imaginação é um território arenoso.
No nono ano tive uma professora de português que me chamou àparte para comentar os poemas que eu lhe tinha entregue para ela corrigir. A anotação escrita ao lado de um deles era 'Qual é a percentagem de verdade e qual é a percentagem de fantasia?'
Pode-se dizer que sempre fui um bocado confusa.
Mas eu estou bem. Relativamente.

Depois de ter passado as últimas horas de cama, ter faltado a um exame e, pela primeira vez, ao emprego, pode dizer-se que estou bem. Enraivecida por ter estudado e nao ter ido? Claro. Chateada por a minha vida só evoluir nos campos em que tal não é necessario? Muito.
Mas o que é que se pode fazer?

19 anos. A concluir o primeiro semestre do segundo ano. A acabar o terceiro contrato no emprego. É demasiado deprimente ficar pelo fundo de desemprego com 19 anos. Mais deprimente é termos de explicar ao nosso pai porque é que adiamos tirar a carta. Ou explicar ao nosso irmão engenheiro porque é que escolhemos ir para Letras. Ou o facto de o nosso sobrinho de sete anos ter mais alegria e sonhos na vida do que nós. Ou ouvirmos a nossa mãe comentar como aquele rapaz dava um óptimo namorado. Ou vermos a nossa cunhada alegre por ter três filhos aos 33 anos e nós só pensarmos 'como é que ela já estava casada aos 23?'.

Há coisas sem explicação. E a minha vida, neste momento, é uma delas.
Fico-me pela música hoje.



The good old days,

the honest man,

the restless heart,

the promisse land...

the killers Can You Read My Mind

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

before you go...can you read my mind?


Consegues ler a minha mente?
O que se passa nas entrelinhas, a paixão que desvanece, o amor que me merece?

Consegues olhar-me e descrever-me, sem hesitação ou medo de errar? Não quero que acertes, quero que tentes. Como equação básica sem solução permissiva.

Consegues dizer-me o que sou, coisa que nem eu sei, sem sequer pestanejar em procura de uma definição? Não procures, encontra-me simplesmente.

Mau feitio, irreverente. Dura de roer, leva tudo à frente. Prepotente, convencida, exagerada. Romântica aniquiladora de sonhos. Vida enjaulada, carinhosa. Nervosa, esquecida, calma, preguiçosa. Faladora, exigente, ensonada. Amiga. Rio-me alto e choro a soluçar.



Percorro as ruas com a persistência dos errantes.
Percorro as ruas numa demanda. E gostava de te encontrar, calmo, pertinente. Sentado à beira rio com as flores no colo e a velhice em mente. Desejos de me acalmares nos teus braços, embalada, só porque é fim de tarde e sabes que eu adoro a ribeira em horas mortas. O sol pareceria ouro embebido no povo, e nós seríamos só mais uns entre tantos, mas tão mais nós.

Depois, ao anoitecer, aninhados um no outro, mergulharíamos na noite e aí sim iriamos descobrir tudo e mais alguma coisa do que em nós se esconde. Não desistas. Sem mapa, sem cidade, país, mundo. Vamos dar a volta a tudo o que seja infinito e encontrar nos reflexos a ausência da verdade. Vamos criar uma verdade, não sei bem porquê.

Escolhe-me a mim, descobre-me a mim, ama-me a mim. Fuma-me até eu ser só o teu ponto cintilante no escuro, bebe-me até que a cirrose nos separe. Porque o tesouro prometido só existe se acreditares na promessa. Eu só brilho se brilhares também. Mas o coração já não bate como antiagamente; parou no tempo e eu sou péssima executadora des resgates. Não me olhes assim, porque não penso dar-te, a não ser que desistas do último bombom e nos voltemos a encontrar noutras circunstâncias. Numa altura em que eu não esteja carente de mim e possa concentrar-me em ti, criar um nós, voar na tua mente pelo sofá da sala, selvagem, carnal. Até que rode uma chave na fechadura e tenhas de saltar da janela em boxers. Não, que eu nunca fui menina de trazer paixões para o território puro. Talvez não o faça porque por razões desconhecidas esqueci-me de onde moro e preciso que me leves a casa. Mas eu nunca te disse onde morava, terás de adivinhar. E já sabes que não passarás da porta.

Depois será tudo como eu quiser, mesmo que ambicione um céu lilás tu serás o pioneiro pintor de telas por imaginar. Trar-me-ás um mundo de algodão doce com borboletas faladoras, que cantem músicas do The Killers até que eu adormeça. E quando vir que te tenho na mão para te guardar no bolso, vou entrar na tua mão e fazer ninho no teu bolso. Porque seremos um do outro.
No teu carro ouviremos Michael Bublé nas alturas, e vais rir-te da minha demência juvenil. Vamos parar em frente ao mar a comer nuggets do MacDrive de madrugada e vamos contar um ao outro o dia de merda que enfrentamos com a força de um leão, porque sabíamos que a noite acabaria por chegar. Eu vou sempre esquecer-me de te avisar quando chegar a casa e tu ficarás sempre preocupado por eu não ter dito nada. Uma simples mensagem será o bastante para que acredites que te amo, porque serás capaz de ver o meu olhar através das palavras e tu sabes que os meus olhos não mentem.
Então chegarás a minha beira com bilhetes low cost para Londres e ficarás a ver os meus olhos, verdadeiros, brilharem, enquanto penso para mim mesma que encontrei o homem da minha vida. Insistirei em pagar a viagem, porque sou teimosa por defeito. Mas acabarei por concordar que voltei a acreditar no romance.
Aí completarei não-sei-quantos a teu lado, antíteses um do outro. Pescadores sem dores, navegantes sem luas. Seremos simplesmente nós, com a simplicidade que tenho vindo a buscar vida fora - e que insiste em fugir-me.


Sinto-me sozinha há tanto tempo.
Consegues ler a minha mente?
*

domingo, 10 de janeiro de 2010

can you read my mind?

a todos os que me fazem ser mais eu.
todos os que completam o eu que sou.
todos os que renegam, aceitam, modificam.
todos os que são, lutam, permanecem.
a um ano maravilhoso
por mais um ano maravilhoso.
a vocês.
por vocês.
obrigado.

sábado, 9 de janeiro de 2010

saudade(s)




it's not confidential
I've got potential
pace yourself for me
I said 'maybe, baby, please!'
but I just don't know now
and all I wanna do is try.
the killers, somebody told me

desabafo. oral. marginal.

Estou acordada. Os sentimentos vieram do nada em forma de música, e agora pairam na escuridão silenciosa. Não, demasiado rebuscado. Torna as coisas mais simples, só assim serão saborosas. Vá, tenta de novo. Os sentimentos vieram do nada e agora são nada - mas são sentimentos. Assim está melhor.
Sentir já é um progresso - ainda que não seja sentimentos por nada nem ninguém em concreto, mas sim aquele sentimento de voltar a sentir o vento na cara e realmente aperceber-me de que estou viva - ó tu que tens coração de pedra. Ou falando melhor - ó tu que tens um coração fechado para obras. Culpa de quem danifica o pavimento, essa é que é essa.
Está uma noite tão fria e eu aqui, sentada com o portátil no colo, duas janelas abertas no msn (uma delas abriu-se sozinha e, CREDO, assustou-me ver novamente aquela pessoa a dirigir-me a palavra), a cabeça a mil à hora, apontamentos a olhar-me de lado com a hostilidade de quem quer ser estudado, um café por tomar, outro café tomado. Sms do namorado, 'tiveste catorze a literaturas orais e marginais'. Ora bolas, é para isto que se estuda? Mais valia ter estado quietinha, aposto que me tinha corrido melhor. Segunda feira tenho sumo de Laranjinha, ou seja, exame a Literatura Portuguesa Medieval. Vai correr pessimamente, I know it. Um livro para ler, mais outro exame para estudar. Damn it, vida de lixo. Pessoas que vão e vêm. Que se lembram de recorrer a nós quando não há mais nada. Que se esquecem de nós quando têm tudo e mais alguma coisa. Outras que fingem que não se passa nada no meio da multidão, e que num mundo àparte gostam de esclarecer que realmente 'não se passa nada'. Eu sei que não se passa, muito obrigada pelo esclarecimento - eu também não disse que queria que se passasse.
Ó Mariana, eu acho que tu estás na idade de te divertires, é isso mesmo - ninguém te pediu opinião. Estou sozinha, mas muito bem acompanhada. Só não é por ninguém do sexo masculino. 'Tem 1,90m! Já viste o tamanho dos saltos que posso usar com ele?'. Adoro quando os episódios da minha vida parecem saídos de um episódio d' O Sexo & a Cidade. E pelos vistos também 'Adoro o Porto no inverno.' Mania de ser poeta Mariana, está um frio do caraças, não adoras nada! Cala-te com as metáforas, esquece os eufemismos, larga de ser querida e compreensiva e amiga. Chama-lhe cabrão, deixa de responder, ignora os comentários. Não troques olhares, não imagines coisas, esquece que tens hormonas. Foge dos beijos, esquiva-te dos toques, não leias sequer as mensagens. Se te segredar ao ouvido finge-te de mouca, não dês importância, trata-o com a sobriedade da rotina.
Lembra-te que tens um coração a pedir-te para pulsar.
Lembra-te de que podes começar a sentir.

Começou um novo ano. Começa-te a ti mesma de novo.
Não do zero, mas do menos um. De novo. Novamente. Simples. Plaine.
'tamos sempre mal mariana! lol'
Pois estamos. Eu já quis que estivessemos bem. Naquela vez em que pensei que me estava a apaixonar, sabes? Sim. Essa mesmo.
'Panisgaaaaaaaas'.
Pois eu sei que não sabes.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

hard times

neste momento a vontade é nula, mas tem de ser.
há quem esperneie, berre, chore, se lamente, questione o porquê de continuar a estudar, deixe para recurso, ignore - mas andamos todos stressados com os exames.
quem já não os tem até diz que preferia, mas sinceramente já não há paciência.

receber as notas de dois trabalhos, fazer um exame, ir trabalhar...
agora resta-me estudar para o próximo exame.
e ter esperança que a Laranjinha faça um bom sumo - salvo seja.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

panelas e testos

Os homens são uma coisa impressionante.
Se eu fosse o Caco Antibes e este texto fosse sobre pobres, eu poderia dizer algo como «pobre adora desgraça. Quando acontece um acidente, o pobre sai gritando 'vem vem ver quem morreu!' »
Mas este texto é sobre algo muito mais básico e ao mesmo tempo estupidamente complexo, como o sexo masculino. Excluindo os menores de idade e os demasiados maiores de idade - a partir dos 'enta' começa a ser considerado terreno arenoso -, exluindo os homossexuais, travestis, bissexuais e anti-monogamia, ficamos reduzidas - sim, NÓS mulheres- a uma curta percentagem de 40% de homens-másculos-mas-não-machistas. E tendo em conta que mais de metade deles são desinteressantes e nada atraentes, e que provavelmente mais de metade da restante metade é comprometida, a coisa torna-se complicada.
Passo a explicar a teoria: não é dificil encontrar um homem. É dificil encontrar um Homem.
Falo-vos de um ano tão atribulado quanto calmo no que toca a essas andanças - e o que aprendi foram duas valiosas lições:

- a primeira foi: se procurarmos incessantemente o amor ele vai fugir de nós, por isso quando menos esperarmos ele vai bater-nos à porta.

Mas como isto é demasiado lamechas para ser proferido pela minha pessoa, a segunda lição foi:

- se não te mexeres vais acabar para tia.

E eu tia já sou, de três meninos, muito obrigada!
Por isso um dos meus desejos para 2010 foi esse mesmo: encontrar um amor. Não precisa de ser 'O AMOR', porque sou demasiado nova para isso e demasiado velha para acreditar que isso existe. Mas gostava de crescer, de aprender, de criar um sentimento ao lado de alguém tão diferente e igual a mim ao mesmo tempo.

Aceitam-se candidaturas. Pf enviar curriculo para: marianams_ (...)
Brincadeirinha. Afinal de contas, eu aprendi duas lições em 2009: não procurar, procurando.
E como o meu telemóvel afinal sempre entregou as tais sms e o café sempre aconteceu (ainda em 2009), pode ser que 2010 traga um homem a quem eu não tenha de dar um 'pontapé na bunda' nem dizer 'eu tenho horrô a homem', roubando a expressão ao Caco.

Afinal de contas, há sempre um testo para cada panela. Já dizia a minha avózinha.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

vai dormir mariana maria

ALTAR, penúltimo dia de 2009


estamos em 2010.

acabei de chegar a casa e não tenho sono. foi do café, do alcool, do fumo - não sei bem.
comecei o ano com champagne mas sem passas. comecei o ano a falar com todos os que amo. comecei o ano a inspecionar o dente do meu sobrinho mais velho, que está quase a cair. depois mudei-me para a cave da rita - foi música e gargalhadas e bons momentos até nascer o dia.

2010...
2010 é o ano em que faço 20 anos - o que na minha cabeça quer dizer que tudo muda.
2010 é o ano em que pretendo levar a cabo inúmeros projectos.
é um ano de trabalho, um ano de crescimento. é um ano decisivo.

comecei o ano a quebrar rituais e a perpetuar vícios.
comecei o ano mais acompanhada do que deveria, ou mais sozinha do que gostava.
comecei o ano a jogar party & co. e a rir-me com a imitação de son goku do zé.

no fundo, 2010 começou sem pedir licença - e espero guardar por muito tempo a memória doce do meu sobrinho mais velho a bater com testos na varanda, a celebrar o ano novo (moderadamente para não acordar os irmãos bebés).

ainda bem que ele só tem 7 anos, e ainda celebra a passagem do tempo.
é tão doce crescer assim...



terça-feira, 29 de dezembro de 2009

o inevitável texto de fim de ano

Da esquerda para a direita. De cima para baixo.
Doze meses. Doze fotos.



2009 foi um ano completo, recheado.
Ainda faltam dois dias para que chegue 2010, mas já me sinto nos pré-vinte anos. Já me sinto no fim de um ano e início de outro.

Este foi o ano em que me arrependi não só do que fiz mas também do que não fiz, foi o ano em que agradeci – não sei a quem, visto que não acredito em Deus, mas agradeci – os amigos que ganhei e não perdi, os momentos que criei e os momentos em que emergi.
2009 começou com amigos e sangria de champagne. Começou com chuva (tal e qual como prevejo que 2010 comece) e com frio. Começou com a minha constatação de ser solteira e gostar.
Janeiro trouxe teatro com a Voluptia, com quem ainda mal falava. Trouxe o jantar do PP e a minha embriaguez. Trouxe exames e tempo de relaxar. Trouxe um que ia morrer mas ainda está vivo. Trouxe laços fortalecidos.

Fevereiro trouxe-me o carnaval e a primeira dormida na resi da Juju. Trouxe-me um Tiago mais próximo e acrescentou um traje ao armário. Trouxe-me de volta a Caloira que estava adormecida desde Dezembro.

Março trouxe-me o aniversário da minha prima, e a primeira serenata do ano em plenos Leões por membros fofinhos de uma tuna. Trouxe-me um concerto de Jason Mraz com lama até ao pescoço e trouxe-me ‘as sextas feiras negras’ do segundo semestre.

Abril trouxe o sabor do fim e o jantar de meninas no Senhor Melo, em que ‘ninguém dizia que éramos o que éramos’. Trouxe-me almoços com o André e desabafos, mas levou-me o André e a Mafalda para Lloret. Levou-me também uma amiga para o Brasil, trouxe-me a Páscoa em família – e trouxe-me mais dois membros para a família, os meus xuxus. Abril foi o mês da Antologia dos Fados e da noite no Tropical. Foi o mês em que concertei e parti o coração. Abril foi o ataque aéreo à chuva.

Maio foi crescer e chorar. Maio trouxe a queima e trouxe férias no emprego. Maio foi ver a elasticidade do Tiago em palco e foi a noite do Jantar de Mulheres. Foi o mês de dormir 70% das noites a aquecer os pés da Juju.

Junho trouxe o fim de aulas, a resi, os jantares, os exames. Trouxe saídas e cafés no Piolho e noites nas Galerias com pessoal do emprego. Junho levou-me de volta ao secundário - e por uma noite fomos reis e rainhas de um baile de gala. Junho trouxe-me um S.João que acabou tão cedo que mais valia nem ter começado.

Julho foi o mês em que houve churrasco na residência e em que se realizaram os últimos exames. Foi o mês em que o signo caranguejo ganhou significado. O mês em que havia grandes concertos na cidade do Porto, mas um ainda maior em Lisboa – e foi por eles que passamos 10horas de pé em frente ao palco. Foi nesse dia de Julho que completei 19 anos. Julho trouxe cheiro a férias.

Agosto… Agosto trouxe a molenguice. Trouxe uns amigos mais perto e levou amigos para longe. Trouxe a noticia de alguém que partiria para Londres. Trouxe férias em Cerveira e alguma praia no Porto – alguma já é demasiado para alguém com o meu tom de pele. Trouxe um Tiago a trabalhar lado a lado e noites de jantares e cinemas e cafés e passeios. Agosto começou a trazer o bichinho negro na barriga.

Setembro. Setembro devolveu os longos telefonemas a falar de tudo e mais alguma coisa, principalmente daquilo. Trouxe-me a prima para perto (mas ainda assim...) e levou-me o André para longe. Setembro trouxe o traje. Setembro trouxe férias no emprego para poder vestir o traje. E trouxe aulas. Trouxe o inicio - e as saudades do fim, de ser pequenina e usar t-shirt. Trouxe almoços na resi e gargalhadas nos corredores do tédio.

Outubro.. foi última vez que vi o André – até o ter visto há uma semana atrás. Outubro foi a altura em que nos reduzimos a quinze. Foi a semana da Academia e a mais excitante, porque o resto do mês trouxe a constatação de que realmente é entediante fazer babysitting. Outubro foi a altura em que pensei que me estava a apaixonar e me apercebi de que ‘não faço isso’.

Novembro foi um mês complicado. Testes e trabalhos e chuva, muita chuva. E dias complicados anti-Natal. E mais Tiago. E infelizmente menos resi. Mas mais ALTAR! E muitas noites com todos e todas. Muita borga, e pouco estudo. Foi o mês de juntar a fome à vontade de comer.

Dezembro trouxe os feriados e trouxe o fim. De aulas, de Praxe, de Trabalho. Trouxe o frenesim das prendas de Natal, trouxe o jantar natalício na churrasqueira, o jantar de curso, o jantar da fnac. Trouxe a nostalgia de fim de ano, trouxe mais teatro com a Voluptia! Dezembro trouxe a paz de espírito e trouxe mais TEMPO. Dezembro devolveu-me a mim.

E agora, a escassos dias de finalizar 2009, há tanto de importante de que provavelmente me esqueci – e outro tanto de pouco importante de que acharão que me lembrei. Mas 2009 foi também o ano de me chamarem esgrobiada - e isso, meus caros, foi a definição mais sábia que já fizeram da minha pessoa.



Bom 2010!

*


domingo, 27 de dezembro de 2009

nostalgia-de-fim-de-ano.com

Não sei o que era suposto fazer agora que estou de férias, mas vou aproveitar os últimos dias do ano para me sentir mais eu.
Sentir mais, viver mais, respirar mais. Hoje passei o dia com duas amigas de há sete anos. Pode parecer pouco para uns, muito para outros - não se mede o amor em horas. Mas, no fundo, são estas as pessoas com quem nos sentamos numa mesa e conseguimos conversar (agora sobre homens) como conversavamos há anos atrás (também sobre homens...!).

Agora falando a sério: os amigos são pedaços do eu. Como botões para cada casa do nosso casaco. Completam-nos. E, se forem dos bons, mesmo quando estão distantes, continuam a existir em nós. Como disse a J. no outro dia: 'a coisa boa destes jantares é que nós (as quatro) temos a certeza de que para o ano vamos estar sentadas nos mesmos lugares'.

É por isso que esta minha semana vai ser passada com as pessoas que mais amo - e consequentemente comigo mesma.
É tempo de sair com os papás, a aproveitar que a família está de folga amanhã e que é fim de ano e eu fico sentimentalóide.
É tempo de ir ao cabeleireiro com a Íris, reclamar do homem que em vez de aparar as pontas me tira vinte centimetros de comprimento. É tempo de falar com 'as meninas' por telemóvel, já que duas estão longe e a Voluptia está submersa em trabalho. É tempo de fazer uma dormida à moda antiga cá em casa, com o A. e a M., por entre pizza coca cola doces filmes poesia e pianadas, tantas gargalhadas e lágrimas, e talvez uma visitinha ao altar - oh Voluptia, queres vir? :P
Talvez seja tempo de ir ao cinema com o meu namorado...! Tempo de ir fazer a manicure, já que o traje está arrumado no armário. Tempo de comprar um vestido para o ano novo.

Por falar em ano novo - vou jantar com a famelga e depois só Deus sabe.
Ah, também é tempo de decifrar a pronunciação do meu nome e o efeito que a minha pessoa tem no sexo masculino. Isto porque, numa mesma noite, tive dois espécimes a pronunciar o meu nome de duas formas diferentes.
Um pseudo-engatatão/dono-do-pedaço que me chama, em tom brasileiro, ''Máriãna''
E um fofo-giro/homossexual que me chama, em tom british, Mary Ann.
Sim pessoas, há quem ache piada brincar com os nomes dos outros - e para minha infelicidade o meu nome tem um mote infindável de brincadeiras. Mas fica a questão no ar...

Aaaaaah, além disso temos um telemóvel que não entrega a sms que enviamos - ou do outro lado um telemóvel que não a recebe.
Porque se ele entregasse - ou se o outro a recebesse -, talvez esta semana fosse tempo de tomar o tal café, adiado desde há uns bons tempos. Mas, é como eu digo: até dia dois sou uma pessoa aberta ao mundo. Salvo seja.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

já passou o natal...!

Entre o bacalhau, o peru, as rabanadas da mamãe, pudim, pão de ló, televisão, ferrero rocher, fotografias, presentes abertos, gargalhadas de bebés




...



foi assim o meu Natal.





Com livros, caixinha de música, máquina fotográfica, perfume, bombons, pijama, lingerie...
e a prenda de mim para mim, o KIT DE NATAL ROCK IN RIO 2010
que me vai levar ao festivaleco em maio!


Com tantos doces e presentes, podia jurar que não seria necessário adoçar mais a boca...
mas adoço sempre o ego de titia com estas riquezas!



P.S.: o meu sobrinho mais velho estava demasiado ocupado a dizer 'oh tia sai da frente' entre cada golo que marcava no FIFA 2010, na sua nova aquisição, a PS3 - e é essa a razão por não ter uma foto ("decente") desse meu tesouro =)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

They know that Santa's on his way...

Esta um vendaval lá fora e chove tanto que já estou a juntar madeira
para fazer uma arca e me pôr a andar daqui.
Nos entretantos ainda planeio as compras de Natal, as últimas mas não as menos importantes - eu é que sou o tipo de pessoas que dá prendas a meias com outras pessoas e tenho de esperar que a minha vida incompatível se compatibilize com a incompatibilidade dos outros.
Faltam três dias para o Natal, chove de caraças e o meu hamster fez um ano no sábado passado.
Ao contrário de 2008 este foi um ano de crescimento - e felizmente não cresceu a depressão em mim; cansaço sim, mas depressão ainda nao! Foi um ano Negro, um bom ano a nível académico um ano de trabalho mas também de férias, um ano de concertos, um ano de velhos e novos amigos, um ano de saídas e festas e divertimento, um ano para pensar em MIM, um ano para renovar o quarto, um ano para renovar telemovel computador e mais umas tantas mixuruquices, um ano para mudar. Mudei sem me sentir mudada, talvez porque me tenha adaptado às minhas novas paredes.

Caso para dizer, there's hope for the hopeless.
E só porque lá fora chove e em NY também...



Although its been said many times, many ways
A very Merry Christmas to you
Michael Bublé
The Christmas Song



domingo, 20 de dezembro de 2009

primeia fila, primeira plateia

Hoje vou ao teatro. Vou ver as almas representarem outras vidas enquanto a minha definha na plateia. Sofrer as dores de outros, amar outros amores, sorrir a outras vitórias. Hoje vou ser outra, porque é quase Natal, estou nostálgica e ao fim de mais um ano ter passado...

continuo sem conseguir ver a minha alma representar a minha vida,
sem conseguir sofrer as minhas dores,
amar os meus amores,
sorrir às minhas vitórias.

Hoje, vou ao teatro.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

c-r-e-d-o

ninguém acredita no frio - e chuva - que está lá fora.
e eu de saia e collants.